março/2002 Sem papas na língua.Apontado como o vilão do Big Brother, o artista plástico diz que o público só se lembrará dele e do vencedor. Não suporto neguinho dizer que não está jogando" Adriano Uns o amam, outros o odeiam. Adriano de Castro, 33 anos, eliminado na terça-feira 12 do Big Brother Brasil, divide opiniões e, para muitos, é o vilão do programa. Enquanto esteve na casa, criou intrigas, arrumou confusão e acabou sendo eliminado do reality show com o maior número de votos até hoje 74%. Mas por conta do mau humor e das intrigas que armava, também caiu nas graças do público. Por não ter papas na língua, tornou-se o participante mais polêmico do BBB. Não vou ficar tirando onda de bonzinho. No final, só vão se lembrar de mim e do vencedor, aposta. Adriano continua com a língua afiada. Não suporto neguinho dizer que não está jogando. Ali, todo mundo sabe o voto de todo mundo. Segredo não existe naquela casa, afirma. O baiano diz que a única pessoa com quem tinha afinidade era Estela. Ele chegou a se declarar para ela, mas não rolou nada entre eles. A videografista é casada. Apesar de achar Helena linda e gostosa, o artista plástico garante que não sentia tesão por ela. É muita pretensão da Helena achar que eu me interessei por ela. Por ter convivido comigo, ela deveria saber que, se fosse verdade, falaria na cara, como fiz com Estela, diz ele, referindo-se às declarações de Helena de que as implicâncias, na verdade, eram atração.
 Para Adriano, Kléber não tem cultura e é ingênuo:" As únicas ambições dele são ser paquito da Xuxa e posar nu", diz ele
O baiano aposta as fichas na vitória de Vanessa. Ele diz que o fato de ela formar um casal com o cabeleireiro Sérgio resultou na sua eliminação. O brasileiro gosta disso. Fui o único que teve coragem de descer do muro. Falo o que penso. Acabei pagando pela minha língua, opina. Adriano, porém, se diz disposto a esquecer raivas nutridas durante o programa. E defende-se do papel de vilão que lhe coube argumentando estar sob pressão. Na vida real é outra coisa. Quero que todos os concorrentes me perdoem, assim como estão todos perdoados. O artista plástico diz que cumprirá em parte sua palavra de dar seu carro, um Suzuki 1997, ao dançarino Kléber, conforme havia prometido ao colega na primeira competição do programa. Quis fazer um terror psicológico nele. Mas levarei o carro na concessionária e darei o valor do veículo em dinheiro para o Kléber, garante. Para Adriano, o dançarino não tem cultura e é ingênuo: As únicas ambições dele são ser paquito da Xuxa e posar nu. Adriano espera converter sua participação no Big Brother em trabalho. Há um ano, ele teve de voltar a morar na casa dos pais, os advogados Marco Aurélio de Castro e Carmem de Castro, porque não conseguia mais pagar a prestação do aluguel e do carro. Depois de ter dado expediente como publicitário e administrador de condomínio, ele decidiu se dedicar exclusivamente ao que gosta desde 1995. Chama o que faz de objetos de arqueologia urbana. Transforma em arte o lixo que recolhe nas ruas de Salvador. A pedidos de amigos, também pinta quadros. Suas telas valem entre R$ 2 mil e R$ 3,5 mil. Não vou aumentar o preço só porque fiquei famoso, diz. Mas, para conseguir dinheiro, Adriano afirma que fará até comercial, coisa que ele detesta. Tenho consciência de que essa onda de ser famoso logo vai passar. Sou só a bola da vez, diz ele, que se forma na Escola de Belas Artes no final do ano.
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