ANO IV - Nº151 - 22 / MARÇO / 2002 


AO DEIXAR O BIG BROTHER BRASIL, O ARTISTA PLÁSTICO BAIANO MOSTRA BOM HUMOR DE SOBRA PARA ENFRENTAR AS CRÍTICAS QUE RECEBE Na atração diária exibida pela Rede Globo, coube ao baiano Adriano Castro o papel de mau. E ele deve tê-lo desempenhado a contento, já que conseguiu nada menos do que 74% dos votos exigindo sua exclusão do Big Brother Brasil. Com sua eliminação, o jovem deixou o caminho livre para que Vanessa continue a viver sua história de amor com o franco-angolano Sérgio. Mas, longe do lugar onde esteve confinado por 43 dias, ele quer mostrar que não tem nada a ver com a imagem de encrenqueiro. "Na casa, eu era a mesma pessoa que sou aqui fora. se o fato de falar o que acho das coisas me torna vilão, o problema não é meu. Mas não sou esse diabo que quiseram pintar", diz o artista plástico. "Lá dentro, todos vivem sob pressão. Em um único dia vivenciam-se emoções que seriam sentidas ao longo de um ano. Você ri, chora, briga e discute", testemunha. Adriano ainda não está acostumado 'a vida de celebridade, mas se sente feliz com a receptividade das pessoas. "Tive o maior índice de rejeição do programa, mas, ao mesmo tempo, o público aqui fora só me faz elogios", conta ele, que recebeu -e discartou- convite para posar nu para fotos. Entretanto, as fãs do rapaz poderão vê-lo em poses provocantes no site Paparazzo. Aos 33 anos, ele vai exibir um pouco do tão comentado físico. CANDOMBLÉ O que de mais positivo adriano vê nessa estréia televisiva foi poder mostrar seu trabalho e discutir sua crença, o candomblé. As telas pintadas no programa, durante 18 horas seguidas, seriram como uma amostra de sua arte. "Estava sofrendo com o ócio. Quando montaram meu estúdio, produzi compulsivamente", recorda. Em sete anos de carreira, ele acumula vários prêmios e tem obras compradas por colecionadores importantes, como Gilberto Chateaubriand e Fábio Cimino, da galeria paulista Brito Cimino.
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