SÁBADO - 23 / MARÇO / 2002 Foi ao ar o programa - Altas Horas - que foi gravado na Quinta-Feira (21/março/2002) em São Paulo. Confira o que rolou por lá... 
Foram 43 dias naquela casa, onde entrei como um completo desconhecido e agora o Brasil inteiro conhece a minha intimidade, e eu não conheço ninguém, isso é meio estranho", disse. Serginho perguntou se a intimidade real de Adriano esteve presente na casa. Adriano respondeu: "Lá era minha intimidade mesmo, o que eu fui no programa é o que sou aqui fora, as coisas que eu fazia lá de bom ou de ruim é o mesmo Adriano que está aqui conversando com você".

Serginho: Você se revelou uma das pessoas mais contundentes e claras em relação ao que você sentia, talvez isso tenha lhe custado a eliminação. Você entrou lá com alguma estratégia de como você deveria se comportar? Adriano: Não, se eu fosse um bom estrategista como as pessoas julgam eu estaria no programa até hoje, se fosse um grande manipulador como as pessoas falam estaria lá. A maioria das pessoas que foram para aquele programa estavam fazendo teatro ali, entendeu? Iam para lá para demonstrar uma personalidade que eles não têm fora da casa, mas eu não, não fui com intuito de ganhar nenhum prêmio de 500 paus porque eu sabia que mesmo que chegasse à final, por eu ser tão contundente, por eu ser tão claro nas minhas idéias, as pessoas não votariam em mim. Então fui para o programa com dois objetivos: o primeiro era tentar difundir meu trabalho artístico, o que eu acho que não consegui muito porque eu só tive um dia em que eu pude trabalhar e trabalhei 18 horas seguidas, e o segundo era desmistificar o candomblé, as pessoas acham que candomblé é coisa de preto, pobre e vagabundo, eu não sou preto, nem pobre nem rico e muito menos vagabundo, e no entanto eu sou de candomblé. Serginho: O que você vai fazer com esses momentos de fama, o que você pretende? Adriano: Não tenho ilusão nenhuma quanto à fama ser passageira, eu sei que daqui a alguns meses a mídia já me esqueceu, isso é um fato. Sou artista plástico, é isso que eu sei fazer bem, é isso que eu gosto de fazer, e têm surgido convites nessa área que eu tenho aceito. A mídia do mesmo jeito que lhe põe lá em cima lhe tira de lá, não estou muito preocupado com a mídia não, não estou nem aí. Sou artista plástico, eu nunca fui big brother, eu estive big brother - porque tem gente que se acha big brother até hoje - a fama momentânea lhe traz oportunidades de trabalho, galerias têm me ligado, museus, isso eu aproveito. Posar nu, essas paradas assim já não é muito a minha cara e tem gente na casa bem melhor. Ele garante que não guarda mágoa de ninguém: "O que aconteceu lá ficou lá, está enterrado..." No encontro dos três (Helena,Cristiana e ele), Adriano ajoelhou-se e pediu perdão a Cristiana por ter desejado que ela "fosse para o inferno" quando saiu da casa...
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