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BLIG GRANDE IRMÃO-IG/ROSANA HERMANN

17/ABRIL/2002
Encontrei com o Adriano no Pânico, hoje, e achei o cara muito dez! Impressionante o que é a pessoa fora do vídeo. Adriano do Big Brother é alto, magérrimo, simpático e bonito! Falei com ele no Pânico e todo mundo o achou muito 'gente fina'. Ele veio conversar comigo, tiramos uma onda divertida. eu ficava falando 'eu sei tudo de você, hein...veja lá" e ele 'eu também sei tudo de você...cuidado'
eu eu "é , mas eu não digo nada porque na sua família é tudo advogado'
e ele " não fala nada senão tu não entra mais na Bahia!
e ríamos.
ele é incrivelmente simpático...
e tem um vídeo dele no ar, na tv jovem pan.

enviada por Rosana Hermann
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CHAT COM PEDRO BIAL - PSIU.COM / GLOBO.COM

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...eu procuro não a imparcialidade, mas a honestidade. Se eu gosto de alguem eu tenho que tomar mais cuidado para não persegui-lo....não querendo proteger eu posso acabar sendo mais duro com a pessoa pela qual eu tenho mais simpatia. O PRÓPRIO ADRIANO ME CONQUISTOU LOGO NO INÍCIO, MAS ACHO QUE ISSO NÃO FICOU EVIDENTE PARA OS PARTICIPANTES.

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SITE OFICIAL DO BBB - GLOBO.COM

Entrevista exclusiva: Editora-chefe do programa faz um balanço final do BBB

As Impressões de Eugenia Moreyra

Carinhosamente apelidada pelos big brothers de "A Deusa", Eugenia Moreyra, a editora-chefe do BBB, era a única mulher que podia conversar com os participantes no confessionário. A comandante das ilhas de edição contou, em entrevista exclusiva ao site, como venceu o desafio de tornar o Big Brother Brasil um sucesso nacional.

Para quem você torcia no início do programa?

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É difícil falar disso. É mais uma curiosidade, uma torcida pelos melhores do grupo do que propriamente torcer para uma única pessoa.

O processo de seleção era como um baralho com 60 peças, cartas com os rostos dos candidatos com uma descrição. A primeira carta que saiu do bolo masculino foi a do Sergio. O Kleber era uma incógnita, não sabíamos o que aconteceria.O ADRIANO TAMBÉM ERA UMA PEÇA IMPORTANTE DESDE O INÍCIO DO PROCESSO.
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A TARDE ON LINE / SALVADOR-BA
10/março/2002

Bandidos e Mocinhos dos Reality Shows

"Na mitologia grega, até os deuses são imperfeitos. Disputam atenção, prestígio, são egoístas, vingativos. São corajosos, inteligente e justos também. Espelhos do próprio ser humano... Nesse esquema, Adriano é o mais divertido, chato, autêntico, inquisidor, sensato, raivoso e humano dentre todos os BBBs."

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A febre dos reality shows trouxe uma inovação muito interessante para "teledramaturgia" nacional: a não-estereotipagem dos papéis. Por mostrar-se canhestra, a façanha não foi bem digerida pelo público. O telespectador, meio blasé, insiste em rotular de "malvado" ou "bonzinho" cada um dos integrantes do BBB.

Tudo bem que a produção dO programa trabalha no sentido de acentuar a vilania e o bom-mocismo dos participantes. Nas cenas editadas para o público, sempre aparecem o lado mais "interessante" de cada personalidade, as atitudes e gestos que temperam o espetáculo.

Ainda assim, é possível flagrar nuances diferenciadas em uma mesma persona, momentos atípicos, calmarias absolutas. Para José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, diretor-geral do reality show da Globo, "os BBBs já cativaram alguns e despertaram o ódio de outros, posso garantir que temos uma novela da vida real!"

Acontece que os programas de realidade, a rigor, não funcionam como uma novela. Não existe um roteiro preestabelecido, as situações não podem ser todas forjadas. Obviamente se procura traçar o perfil psicológico dos candidatos durante a seleção, pois cada escolhido terá uma função específica na gincana.

Como em um folhetim, devem existir o mocinho, o vilão, o justo, o "diferente" etc. No entanto, essa estratégia pode falhar. Nenhum psicólogo consegue desatar inteiramente o nó da personalidade humana. Se isso fosse possível, já se teria mapeado os meandros da psicopatia. Saberíamos também o que faz alguém mentalmente sadio ter um impulso de agressividade desnaturada.

Alessandra, do Big Brother Brasil, serve para ilustrar essa premissa. Antes de o programa estrear, a moça espalhou aos quatro-ventos: "Sou capaz até de matar para atingir meus objetivos". Construiu-se o arquétipo de uma pessoa aparentemente tinhosa, sem escrúpulos e limites.

Não foi isso que se viu após o começo do programa. Leca, como foi apelidada pelos colegas, mostrou-se uma criatura extremamente frágil, hesitante, carente, ligeiramente doce e de estima baixa.

Seu perfil inicial serviu para impressionar os psicólogos da Globo e encaixá-la em um dos estereótipos (o de patricinha mimada) necessário para o "estofo dramático" do BBB. Não é possível afirmar que, durante a avaliação psicológica, nenhuma das características do ego carente de Leca tenham sido descobertas. Os psicotestes têm a sua eficácia. Mas uma eficácia relativa, afinal, as pessoas mentem. E como mentem.

Por outro lado, os próprios criadores dos reality shows sabem: numa situação de confinamento, as personalidades ficam abaladas e, num lapso, alguém pode externar um tipo de atitude tresloucada.

Até mesmo reações amenas, como, por exemplo, o exagerado autocontrole da retraída Vanessa, podem ser sinônimo de algum distúrbio (no caso, talvez, escapismo, proteção, covardia ou alheamento). Em nenhum das situações, no entanto, prevalece bondade ou maldade, mas tão-somente humanidade.

Em Anatomia da destrutividade humana, Erich Fromm já dizia: "A maldade não é inata ao homem, mas uma 'reação' ao fardo da nossa própria humanidade". De tal sorte, no dia-a-dia não há espaço para o maniqueísmo tosco dos folhetins. Ninguém é completamente malvado ou bondoso. O ser humano é um conjunto de circunstâncias que ora tende para um lado, ora tende para o outro. Sempre devemos prezar pela correção, mas, às vezes, o deslize é inevitável.

ISTO TUDO ESTÁ SENDO DITO PARA DESMISTIFICAR A FAMA DE VILÃO QUE O BAIANO ADRIANO CASTRO ADQUIRIU NO BBB. FAMA ESTA MUITO BEM MAQUIADA PELA EDIÇÃO DO PROGRAMA (aquele batuque de candomblé, por exemplo, só está lá para reforçar o mania tola e nefasta que muitas pessoas têm de associar a religião dos Orixás ao demônio).

NO FUNDO, A PERSONALIDADE FORTE DO RAPAZ ESTÁ SENDO ALVO DE CRÍTICAS INFANTIS. O FATO DE ESTAR ENCARANDO O BBB PELO QUE ELE REALMENTE É - UM JOGO - VIROU MOTIVO DE JULGAMENTO MORAL. FALAM QUE ADRIANO É MANIPULADOR MAS ESQUECEM DE RELATAR QUE SÓ É INFLUENCIADO QUEM SE DEIXA SER.

FALAM QUE ADRIANO FAZ MUITAS ARTIMANHAS, COMO SE NUM JOGO FOSSE VETADO O BLEFE. FALAM QUE ELE NÃO É AMIGO, QUANDO TODO MUNDO SABE QUE AMIZADES VERDADEIRAS DIFICILMENTE SE CONSTITUEM EM COMPETIÇÕES(ainda mais quando se tem R$ 500 mil em jogo).OU SEJA, FALAM, FALAM, FALAM MAS NÃO DIZEM NADA.

NA REALIDADE, ADRIANO NÃO É UM PERSONAGEM DE NOVELA MEXICANA (as mais irreais e maniqueístas que alguém pode conceber). O SER HUMANO PERFEITO, IMACULADO É ALGO QUE NÃO EXISTE.

NA MITOLOGIA GREGA, ATÉ OS DEUSES SÃO IMPERFEITOS. DISPUTAM ATENÇÃO, PRESTÍGIO, SÃO EGOÍSTAS, VINGATIVOS. SÃO CORAJOSOS, INTELIGENTES E JUSTOS TAMBÉM. ESPELHOS DO PRÓPRIO SER HUMANO.

SERÁ QUE OS QUE JULGAM ADRIANO NUNCA LEVANTARAM COM O PÉ ESQUERDO, NUNCA MENTIRAM E MALDISSERAM NINGUÉM? POIS QUE ATIREM A PRIMEIRA PEDRA.

É UMA ENORME INGENUIDADE(e uma precipitação)ROTULAR DIDI COMO MAU-CARÁTER. MAU-CARATISMO É ALGO MUITO MAIOR QUE UMA MERA ESTRATÉGIA DE JOGO. A BOA ÍNDOLE EXCLUI A ASTÚCIA? NÃO. A bulímica Leca já havia profetizado: "Eu acho que não existem aqui pessoas do mal; existem apenas pessoas mais predispostas a jogar do que outras".

NESSE ESQUEMA, ADRIANO É O MAIS DIVERTIDO, CHATO, AUTÊNTICO, INQUISIDOR, SENSATO, RAIVOSO E HUMANOS DENTRE TODOS OS BBBs.REALITY SHOWS JÁ NÃO SÃO GRANDE COISA. SERIA UM TÉDIO ABSOLUTO ASSISTI-LO COM A PARTICIPAÇÃO DE DOZE VANESSAS.



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Revista Eletrônica - ZIGNOW ( Salvador-BA)


Adriano Castro

Angela Katayama - @
Dissimulado, manipulador, agressivo, chato e grosseirão. Esses são apenas alguns dos milhares de adjetivos que foram utilizados para definir o baiano Adriano Castro, 33, participante do Big Brother Brasil. Didi, como ficou conhecido, recebeu 74% dos votos e foi o sexto eliminado do programa, deixando a casa como o grande vilão do BBB.

Apesar das inúmeras críticas ao baiano, houve quem o elogiasse pela sinceridade. Ele foi o único que realmente assumiu a postura de jogador. Sempre fez questão de frisar que dentro daquela casa não havia amizade verdadeira, por causa do pouco tempo de convívio e pelo principal objetivo, que era comum a todos os integrantes do BBB, ganhar o prêmio de R$ 500 mil. Segundo Didi, o que existia era apenas uma afinidade maior com um ou outro.

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Reciclagem
Filho do auditor fiscal aposentado, Marco Aurélio de Castro, e da diretora de Secretaria de Vara da Justiça Federal, Carmem Dolores de Castro, Adriano preferiu levar uma vida mais tranquila e hoje é estudante de artes plásticas, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Antes de seguir para o Rio de Janeiro, para participar do programa global, estava realizando trabalhos reutilizando materiais catados no lixo. Seu mais recente projeto é a construção de uma torre, com tacos usados em pisos.

Durante a primeira semana no Big Brother, Adriano se mostrou uma pessoa reservada e, em alguns momentos, mostrou o bom humor. Venceu a primeira prova do programa, e levou um Palio Adventure 0 Km, depois de passar 14 horas dentro dele, sem comer, sem beber, sem dormir e, até mesmo, sem fazer xixi. Mesmo depois de estar enturmado, falava pouco sobre sua vida.

Enquanto esteve no programa, o momento mais difícil foi a prova do liquidificador, em que cada um deveria tomar, batidos juntos, a sobremesa e prato prediletos.

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Punk Rock

Quando mais novo, chegou a morar em Florianópolis e Portugal. Foi também baterista de uma banda de punk rock, Via Sacra. Durante o chat, confessou que aceitaria possível proposta para gravar um CD, mas só se for techno. Disse também que toparia posar para um ensaio sensual, mas não aceitaria fazer fotos nú.

De dentro da casa, o Baiano, como foi constantemente chamado pelo jornalista e apresentador Pedro Bial, não imaginava o tamanho de sua popularidade. No dia seguinte à eliminação, durante almoço com os pais, num shopping do Rio, ficou impressionado com o assédio, e ainda distribuiu autógrafos.

Adriano tem dois irmãos: Marco Aurélio de Castro Júnior, de pai e mãe, e Luís Carlos Ramos de Moura Bastos, que na verdade é seu primo, de criação. Os dois garantem que Didi é realmente um Big Brother.