
13/07/2002 Depois da experiência no BBB, Adriano Castro só quer saber de namorada low profile Ele não se incomodou de ficar exposto para todo Brasil durante quase dois meses para as câmeras do "Big Brother Brasil". Mas Adriano Castro, o baiano arretado do "BBB 1", não quer saber de aparecer quando o assunto é a dois. Pois é, na moita, na moita, o rapaz está namorando uma estudante de teatro, que faz curso na CAL (Casa de Artes de Laranjeiras), no Rio, e atende pelo nome de Flávia. E só. O meu amigo Didi não quis abrir o sobrenome da moça. Huuuummm, quanto mistério... Só sei que ela tem 18 aninhos. Ele, bem mais maduro: 33 anos.
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Adriano Castro Quinta, 11/07 às 18:00 Ele era a alegria e a polêmica do Big Brother 1. Depois de deixar a casa, o baiano atacou de repórter do Globo Esporte, comandando o "Big Brou", durante a Copa. Quer saber quais os outros planos do artista plástico? Leia o Bate Papo que rolou, clicando na foto abaixo...

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08/julho/2002 O BIG BROTHER ADRIANO CASTRO NÃO FALA MAIS SOBRE DEBORAH SECCO... Nem no quadro se toca mais no assunto... Adriano Castro disse no programa do "Big Brother Brasil 1" que Deborah Secco era linda e que era seu fã. Ao sair do programa, conheceu a moça no "Domingão do Faustão". Depois ela se separou de Maurício Mattar e começou o bafafá. "Prometi dar um quadro com a imagem dela, mas desisti diante de tantas insistências em associarem minha imagem à de Deborah. Agora não o farei mais para evitar ti-ti-ti." Aliás, ele não quer nem continuar este papo... ____________________________________________________________ 
03/JULHO/2002 DEPOIS DO BBB, ADRIANO CASTRO ADOTA PROFISSÃO DE REPÓRTER. O trabalho de repórter agradou o ex-BBB Adriano Castro e, para sua sorte, a equipe da Rede Globo. Tanto é que depois de viajar pelo Brasil durante a Copa do Mundo, o baiano já foi escalado para outra empreitada: o Campeonato Brasileiro de Futebol, em agosto. Adorei trabalhar como repórter, a equipe toda me recebeu de braços abertos. Estou nas nuvens, disse Adriano, feliz com a nova profissão. ____________________________________________________________ 
02/07/2002 A TURMA DO ESPORTE DA GLOBO FAZ FESTA DEPOS DA COPA Os apresentadores do "Globo Esporte" Milena Ceribelli e Alexandre Bacci foram na noite de terça-feira, 2 de julho, à boate Baronetti, em Ipanema, no Rio de Janeiro. O motivo foi a festa de confraternização promovida pela editoria de esportes da TV Globo. O ex-BBB e aprendiz de repórter Adriano Castro também apareceu por lá, acompanhado da nova namorada, que preferiu não se identificar. "Ela era uma fã minha, me deu um bilhete lindo e acabamos ficando juntos", disse o ex-BBB sobre a namorada com quem está há 2 meses.
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09/JUNHO/2002 Ex-BBB agita noite carioca O ex - Big Brother Adriano foi a sensação na madrugada de domingo, dia 9 de junho, no Fun Bar mexicano Guapo Loco. O baiano foi cobrir o jogo entre México e Equador pela TV Globo, deixando a mulherada enlouquecida e os rapazes cheios de ciúmes. Detalhe: ele ganhou da charmosa tequileira da casa uma chacoalhada de tequila com direito àquele tradicional ritual pra lá de exótico e sedutor.
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31/05/2002 O baiano Adriano do 'BBB 1' compara os integrantes dos dois programas "Moisés é igual ao André"... Assim Adriano Castro definiu o novo integrante do "BBB2". "Moisés é uma pessoa maravilhosa, mas fica falando piadas o tempo todo. O André vivia cantando o tempo todo. Isso me irritava. Não era o André que me irritava, mas a sua atitude. Se eu tivesse no "BBB 2" talvez me aborrecesse com as piadas sem fim do Moisés", falou o franco Adriano.
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30/5/2002 Big Brother Adriano está pronto para a Copa O ex-BB Adriano foi selecionado pela Rede Globo para ser comentarista da Copa do Mundo. Didi começa o trabalho amanhã, 31 de maio, comentando ao vivo no estúdio o jogo de abertura entre as seleções da França e Senegal. Amo o futebol, declarou o artista plástico. Nos outros dias, o baiano vai rodar alguns pontos da cidade carioca fazendo seus comentários diretamente das ruas da cidade. Um dos locais escolhidos por Adriano é a Vila Mimosa, na Praça da Bandeira (RJ), lugar freqüentado por prostitutas. Eu mesmo faço minhas pautas e escolha da trilha sonora, que será surpresa, contou.
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16/05/2002 O ex-'BBB' Adriano não perde tempo. O alvo é a atriz Vivianne Victoretti O coração do ex-"BBB" Adriano Castro anda batendo mais forte. Hoje, a coluna "Controle Remoto", do Globo, diz que o artista plástico está arrastando sua asinha para a atriz Vivianne Victoretti, que interpreta a drogada Regininha em "O clone". O rapaz já namorou uma bailarina do Faustão e dizem que teve um affair com a apresentadora do "Fantástico" Glória Maria. ____________________________________________________________ 
notícia publicada em: 16/5/2002 ADRIANO FECHA CONTRATO COM A GLOBO Por Sabrina Grimberg O ex-BBB Adriano assinou com a Globo para fazer reportagens sobre a Copa do Mundo. Ele está animadíssimo e ansioso para começar o trabalho. - Vou fazer reportagens loucas e inusitadas de diversos locais do Brasil. Não vejo a hora de começar o trabalho, estou bem ansioso, afirmou o artista plástico, que não contará com nenhum curso especial para fazer as reportagens. O trabalho está previsto para começar a ser produzido a partir do dia 27 de maio, e segue até o final da Copa. As matérias serão transmitidas no Esporte Espetacular e no Globo Esporte, com possibilidade de se estender em outros jornalísticos da emissora. ____________________________________________________________ 
notícia publicada em: 14/5/2002 EX-BBB ADRIANO NÃO VAI ACOMPANHAR REALITY SHOW Participante da primeira edição do Big Brother Brasil, na Globo, o artista plástico Adriano afirma que não irá acompanhar o BBB 2. - Não vou assistir porque minha cota de Big Brother já passou, diz Didi, que terminou recentemente um namoro com uma dançarina e está "enrolado" com uma atriz global.
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13 MAIO Adriano Castro, ex-'BBB', será jurado de concurso sobre rua mais bonita do Rio Artista plástico, ex-'BBB', repórter de Copa do Mundo e, agora, jurado de concurso sobre a rua mais bonita do Rio. O baiano Adriano Castro é um dos jurados do concurso "Rua Show de Bola", do RJTV, ao lado de Carlos Alberto Torres (capitão do Tri), LAN (cartunista), Renato Lage (carnavalesco) e Sandra de Sá (cantora). No dia 24, eles vão analisar as concorrentes e escolher as 10 ruas finalistas.
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11/5/2002 EX-BBB ADRIANO QUERIA ROMÁRIO NA SELEÇÃO A escalação do técnico Luiz Felipe Scolari não desagradou por completo o artista plástico e ex-BBB Adriano. Mas o baiano admitiu que o baixinho vai fazer falta na Copa do Mundo. O Felipão tem o direito de escolher quem ele quiser, mas é óbvio que faltou escolher o Romário. Também não gostei da convocação do atacante Rivaldo, pois aquele problema no joelho pode atrapalhar muita coisa... Mas o restante não foi mal escolhido, opinou o baiano.
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11/05/2002 ADRIANO CASTRO ANDA CONCORRIDO:a direção do 'Domingão do Faustão' pensa nele para as reportagens Não bastasse o baiano estar convocado para a Copa do Mundo, para fazer reportagens para o "Globo Esporte", Adriano-ex-BBB-Castro está sendo sondado pelo "Domingão do Faustão". O artista plástico dublê de jornalista está entusiasmado com a perspectivas de dar continuidade às suas entrevistas sempre com um tom irreverente.
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Dia 11 de maio ADRIANO, EX-BBB, SE PREPARA PARA ATUAR DURANTE A COPA O ex-participante do Big Brother Brasil Adriano Castro se prepara para dar uma de repórter durante a Copa do Mundo, que começa no próximo dia 31. Ele negocia com a Rede Globo, mas o contrato ainda não foi fechado. - Nada está definido. Já tivemos uma reunião, mas devemos ter outra na segunda ou terça-feira para decidir tudo, disse o baiano. O artista plástico também aguarda uma confirmação para levar suas obras numa exposição em Brasília.
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10/5/2002 15:49 ADRIANO CASTRO FAZ REPORTAGENS NA COPA DO MUNDO Adriano Castro bem que tentou emplacar como artista plástico, sua verdadeira profissão, com uma exposição montada em Salvador. No entanto, seguindo os passos de seus colegas do Big Brother Brasil, o baiano vai entrar na telinha. Realizando um antigo sonho, por ser um apaixonado pelo futebol, ele fará reportagens especiais para o Globo Esporte e Esporte Espetacular durante a Copa do Mundo.
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9 de maio Didi: 'NÃO TROCARIA MINHA LIBERDADE PELA GRANA DE KLÉBER' O artista plástico e ex-BBB, Adriano está se preparando para ser repórter da Copa do Mundo para a TV Globo. Conversando sobre o novo projeto, Didi acabou falando que não gostaria de ter sua vida manipulada por ninguém, mesmo por muito dinheiro. Marlene Mattos está cuidado da carreira (e da vida) de Kléber, mas o artista plástico não queria estar no lugar dele. "A Marlene proibiu o cara de falar com amigos de infância, com as pessoas que acolheram ele no Rio de Janeiro no começo, isso é um absurdo", conta Didi. Será que isso tudo é ingenuidade? Segundo Adriano não..."Bobo ele sempre foi, mas burro???" "Eu quero cuidar da minha vida´. Isso é mais importante que qualquer dinheiro", finaliza o baiano sem papas na língua.
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09 DE MAIO ADRIANO ESTARÁ COMO REPÓRTER DA REDE GLOBO NA COPA Baiano fará matérias para o 'Globo Esporte' e para o 'Esporte Espetacular' Quem ligar a TV e esbarrar com Adriano de repórter esportivo da Rede Globo não precisa estranhar. O baiano é o mais novo contratado pela emissora para reforçar o time de profissionais que vão cobrir a Copa do Mundo deste ano. Adriano vai gravar no Brasil matérias para o 'Globo Esporte' e para o 'Esporte Espetacular'. Ele não vai viajar para a Coréia nem para o Japão, os dois países que vão sediar a Copa, pois o período de credenciamento para a imprensa já se encerrou. Nem por isso o artista plástico está menos animado. Ele acerta os detalhes desta nova experiência na TV ainda esta semana.
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Saiba o que que o baiano Adriano Castro tem. E o que ele não tem mais... Vou direto ao assunto: este pitéu aí de cima está solteiríssimo! É isso mesmo. O big brother Adriano Castro já terminou seu namoro com a dançarina do "Domingão do Faustão", Sabrina Cabral. O romance começou em meados de março e acabou nesta quinta-feira, por causa de ciúmes. "Gosto demais da Sabrina mas ela foi além da conta. Pediu para ver quem ligava para meu celular", contou o baiano. Didi confessa que o término pode não ser definitivo mas, no fim das contas, é bem real. Enquanto sua vida amorosa continua atribulada, Adriano não pára de tocar sua carreira profissional. Com exposições agendadas em Salvador e São Paulo, o baiano ainda conseguiu tempo para posar para um book fotográfico organizado pela agência Next, e clicado por Bruno Soares. Veja algumas das fotos aqui ____________________________________________________________ 
publicado em 25/4/2002 Didi é garoto propaganda na Bahia. Estréia hoje nas telinhas baianas a campanha publicitária do projeto Sua Nota É Um Show, promovido pelo Governo do Estado. O vídeo tem como garoto propaganda Adriano Castro, Didi do Big Brother Brasil. Após jantar em um restaurante, ele estimula a população a exigir as notas fiscais, que poderão ser trocadas posteriormente por entradas gratuitas em shows e partidas de futebol. ____________________________________________________________

Piblicado em 25/04/02 ADRIANO PROCURA OUTRO APARTAMENTO NO RIO Baiano já descarta a possibilidade de morar na Barra da Tijuca. Estava tudo certo para Adriano mudar-se de vez para o Rio de Janeiro e morar num apartamento perto da praia, na Barra da Tijuca. Mas o imóvel que ele ia alugar foi vendido e o baiano está à procura de outro lugar para ficar. "Não precisa nem ser na Barra. A Zona Sul pode ser uma boa opção", conta. ____________________________________________________________

Publicado em 18/04/2002 Adriano Castro, o Didi do BBB, vai pintar quadro para Deborah Secco. A pedido da moça!!! Mais do que nunca Deborah Secco vai ser musa inspiradora do artista plástico Adriano Castro, ex-BBB. E a pedido da própria atriz. Depois de revelar para todo o Brasil, durante o reality show, sobre sua atração pela atriz e de conhecê-la em pleno palco do "Domingão do Faustão", chegou a hora de transformá-la em obra de arte. Mas a coragem para pintar a musa só veio mesmo depois que Deborah, num encontro casual na noite paulistana, pediu para que o rapaz fizesse um retrato seu. Dá-lhe Didi!!!!! ____________________________________________________________ 
18/ABRIL/2002 Adriano se muda para o Rio na semana que vem Baiano alugou apartamento na Barra da Tijuca O baiano Adriano vai deixar Salvador para trás para se instalar no Rio de Janeiro, a partir de semana que vem. "Estou louco para montar tudo, mas não tenho tido tempo", conta ansioso. O artista plástico passou o início desta semana em São Paulo fotografando para um book. Adriano, que está namorando uma louraça que mora no Rio, alugou um apartamento na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade maravilhosa. "No Rio é onde tudo acontece", justificou. ____________________________________________________________

17/ABRIL/2002 Bam Bam e Didi doam carro para caridade Você tá lembrado daquele acordo que o Adriano e o Kléber fizeram logo no início do Big Brother? Aquele em que Didi prometeu dar o seu carro velho ao Bam Bam para que este desistisse de uma prova? O quê? Não está lembradO porque você é mulher? Tá bom, então, você tá lembradA? Pois bem, depois que o Kléber levou para casa os R$ 500 mil, muita gente ficou em dúvida se Didi iria ou não cumprir a promessa. Aí vai a resposta: Os dois vão vender o carro e doar a quantia, aproximadamente R$ 15 mil, a uma instituição de caridade. Só falta definir qual. Antonio Guerreiro ____________________________________________________________ 
16/04/2002 SALVADOR BAHIA
Cidadania
Integrante do Big Brother flagrado antes da fama 
Quando ainda era um quase anônimo artista plástico baiano, o participante do Big Brother Brasil, da Rede Globo, Adriano Castro foi flagrado pelas câmeras do fotógrafo de A TARDE ONLINE, Fábio Salmeron, em plena atividade política. Em maio do ano passado, Adriano foi fotografado durante o movimento pró-cassação do mandato dos senadores Antonio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda. ACM e Arruda estavam envolvidos no escândalo de violação do painel eletrônico do Senado. Não se sabe se Adriano era contra ou a favor da cassação. O fato é que hoje, quase um ano depois, Adriano transformou-se numa meteórica estrela nacional, depois de ter participado do BBB. Ele agora é solicitado para vários eventos nacionais e, provavelmente, não poderia ser visto (ou fotografado) em pleno centro da cidade, num momento de postura cívica como esse. O flash do fotógrafo, no entanto, eterniza o momento. ____________________________________________________________ 
12 / ABRIL / 2002 
Que Glória Maria, que nada. A namorada do 'BBB' Adriano é uma dançarina do Faustão Gente, já sei de tudinho... Afastando os rumores de que estaria tendo um affair com a apresentadora do "Fantástico", Glória Maria, o baiano mais arretado do país, o "Big Brother" Adriano, me disse ontem, durante um desfile no Botafogo Praia Shopping, no Rio, que uma loura arrematou seu coração. O nome dela é Sabrina Cabral, uma das dançarina do "Domingão do Faustão" e amiga da Xaiane, também ex-integrante do "BBB". Adriano me deu os detalhes: Eu fui no programa do Faustão pela primeira vez, depois de ser eliminado do programa, e a vi, linda. A Xai estava lá e me disse que era sua amiga. Pedi então que ela pegasse seu número de telefone e depois disso, é o que você está vendo. Bem, o que euzinha vi foram muitos beijos, abraços e carinhos sem fim. A namorada de Didi confessou que os dois estão juntos há três semanas e está adorando o namoro. Entre os muitos mimos que ele deu para a namorada estão várias roupas e chocolate. Sabrina esteve, há uma semana, na casa de seus sogros e foi aprovada pela família. Conheci seus pais e eles foram uns amores comigo, revela Sabrina, que é bem diferente de Adriano: tem fala mansa e é quietinha, enquanto o baiano não pára quieto e tem a língua afiada. Sabrina me disse ainda que Didi, carinhosamente, diz à ela: Não sei porque estou com você? Didi, depois do chamego que vi entre você e Sabrina, vou arriscar um palpite: É paixão à primeira vista, meu amigo. Parabéns aos pombinhos. ____________________________________________________________

publicado em: 11/04/2002 - Dirce.com Didi E Leka No Vídeo Show Os ex- participantes do "Big Brother Brasil", Adriano e Leka poderão ser os novos repórteres do programa "Video Show" da Rede Globo. ____________________________________________________________


01 / ABRIL / 2002 OB-ARQ-URB 
Este título vem justamente da junção das iniciais das palavras objetos da arqueologia urbana. Este neologismo define claramente o conceito do meu trabalho atual. Me sinto um pouco como um verdadeiro arqueólogo no sentido literal da palavra, cavando, mexendo, futucando, procurando e achando objetos que as pessoas jogam fora, descartam. São objetos que venho recolhendo e guardando a cerca de quatro anos, e há um ano comecei a produzir este material. São objetos do meu cotidiano de artista urbano contemporâneo de uma metrópole nordestina, com milhares de informações bombardeadas na minha mente via mídia, faculdade, vida miserável da minha cidade e principalmente pela minha vivência e pelas minhas andanças noturnas na cidade para recolher o material de trabalho. Estes materiais que a grande sociedade de consumo insiste em continuar descartando, é para mim um vasto campo de pesquisa e estudo, onde depois de recolhidos são observados seus aspectos de cores, junções, combinações, informações que podem durar dias ou horas, até resolver como ficarão definitivamente. Sempre remetendo ao popular, ao povo e sua sociedade como um todo. Ao pop. Aos restos da sociedade brasileira, uma reeleitura dela própria através do seu lixo/luxo. Materiais que são descartados ou chamados de obsoletos por uma forte cultura do rápido, do fast. Sem tempo para pensar no passado e até no presente, sem ver o seu próprio umbigo não sabe que seu lixo é uma fonte inesgotável de informações. Todo o conceito do meu trabalho vem disso, desta minha convivência com estes materiais/objetos, de como transformar ou tentar transformar lixo em arte, delicado e bruto se fundem transformando-se em um só, sempre me questionando se podem conviver mutuamente. E de como eu gostaria que fosse observado pelo espectador/receptor. Esta transformação/transfiguração, leitura dos restos é que me fascina. Pela necessidade de me expressar em materiais que não se pode comparar e, por isso, únicos e também pelo vital impulso criativo que tenho quando vejo sucata/lixo nas ruas, quero transformá-los e entregar de volta ao público em forma de arte. ____________________________________________________________

30 / MARÇO / 2002 Pingue-pongue / Adriano Castro
"Eu nunca tive a ilusão de ser o grande vencedor"

O baiano Adriano Castro apimentou o reality show global Big Brother Brasil. O Didi, como era chamado pelos brothers da casa, polemizou quanto ao seu jeito escrachado e direto de dizer o que pensa. Dividiu opiniões. Enquanto uns o tachavam de arrogante e autoritário, outros o consideravam objetivo e sincero. De personalidade forte, ele se diz tranqüilo em relação às impressões e considera isso águas passadas. E tem motivos. Aos 33 anos, o artista plástico natural de Salvador tem recebido convites para posar nu, entrar na carreira política, participar de campanhas publicitárias e expor seus trabalhos. Sem contar o carinho dos fãs, que o assediam pedindo autógrafos e até já criaram sites e fã-clube. Domingo passado, dia 24, Didi conversou por telefone com a reportagem do Aqui Salvador, enquanto aguardava, nos estúdios da Globo, para participar do programa Domingão do Faustão. Na entrevista, Didi fala dos bastidores do BBB e dá o seu palpite sobre quem será o vencedor. CORREIO DA BAHIA - Como foi sua decisão de participar do programa? ADRIANO CASTRO - Eu não queria. Mas um professor meu, um amigo, pediu para eu me inscrever. Eu falei para ele que não ia me inscrever porque achava uma coisa maluca, um programa muito louco, que eu não ia ter a menor chance de participar, que ia ser muito sem senso, aquelas coisas todas. Aí, ele insistiu, insistiu, insistiu e falou: ''Pô, cara, vai lá!, Aí eu me inscrevi e estou aqui. CB - Como você recebeu a notícia de que tinha sido selecionado? Você tinha alguma esperança de ser escolhido? AC - Esperar ser selecionado, eu não esperava não. Mas, a partir do momento em que eu fui para o Rio de Janeiro fazer exame médico, veio uma equipe da Globo para Salvador para fazer um clipe comigo... eu comecei a desconfiar. E naquele mesmo dia, de noite, eles me falaram que eu estava sendo escolhido para ser um dos big brothers. CB - O que você encontrou lá dentro da casa foi uma surpresa ou você imaginava as situações que enfrentaria? AC - Eu criei a maior expectativa para participar do programa, mas, ao mesmo tempo, não queria deixar de ser o que sou. Eu não queria fazer teatro e não fiz em momento algum. Tanto que eu saí de lá justamente por falar o que penso, por eu dizer as coisas que eu realmente acho que tenho de dizer, independente de eles gostarem ou não. Eu acho que saí por causa disso. Eu não fiz teatro hora nenhuma lá dentro, diferente da maioria dos big brothers, ou diferente de todos eles, que fizeram teatro, de algum jeito. CB - Isso significa que em momento nenhum você utilizou estratégias, jogou, achando que poderia se beneficiar e se manter lá dentro? AC - Não, teatro eu não fiz. Estratégias, atitudes, jogos, armações, todo mundo fez, inclusive eu. Mas eu não deixei de ser eu mesmo fazendo isso. CB - Em alguns momentos você foi tachado de autoritário, arrogante. Qual sua opinião sobre essas críticas e como você as encarou quando saiu? AC - Eu tirei isso de letra. Até porque as críticas depois se reverteram totalmente. Hoje, praticamente, elas já não existem mais. As pessoas, os jornais, a grande mídia, hoje em dia, não me tratam mais como vilão porque a maioria deles já me conhece. Eles agora me tratam como um cara verdadeiro. Se minhas atitudes na casa foram consideradas uma vilanice, não é um problema meu. Eu tenho consciência de que eu não fiz tirania, vilanice, com ninguém. Até porque se eu fosse me guiar por isso, todos fizeram. Agora, sim, eu estou feliz porque o próprio público me deu um carro no Faustão. Isso prova a minha popularidade, apesar de eu ter saído com 74%. O que muita gente não sabe é que no dia da minha saída eu tinha 74% de reprovação em relação à Vanessa, mas era, e sou, o big brother que tem a maior popularidade até hoje. Maior até que a de quem está dentro da casa. Eu sei porque tenho esses dados. CB - Como é a convivência, sem contato com o que está acontecendo do lado de fora e, especialmente, ao lado de pessoas que inicialmente você não conhecia? É muito complicado? AC - É complicadíssimo, cara. Porque eu sempre fui uma pessoa muito só, muito solitária, nunca andei com galera, nunca andei em bando, nunca andei em turma, não freqüento lugares muito cheios. Prefiro sempre ficar em casa. Então, conviver com a galera foi difícil, mas foi um aprendizado ao mesmo tempo. Uma coisa que para mim, particularmente, acrescentou, porque hoje eu consigo conviver em grupo. Apesar de que, tem pessoas ali que eu convivia mais, que eu gostava mais, e as que eu convivia menos, porque gostava menos. CB - Dá para se fazer amigos dentro de uma situação tão controversa e tão difícil? AC - Absolutamente. Não tem como se fazer amigos ali dentro. No máximo, você pode iniciar alguma afinidade que você dê continuidade aqui fora, como é o meu caso com a Estela, por exemplo. Agora, a gente vai junto gravar o Faustão, a gente saiu ontem, a gente tem se encontrado, eu saio com ela, ela liga para mim, eu ligo para ela. As pessoas com quem eu tive afinidade, como a Estela, eu quero poder fazer uma amizade. Mas lá dentro eu tinha consciência que era impossível fazer amizade, porque você não pode dizer para uma pessoa que é amiga e no outro dia votar nela. Então, fica difícil você fazer amizade num jogo. CB - No dia em que Helena foi eliminada, ao sair, ela fez um comentário dizendo que tudo feito lá dentro era mandado. Inclusive, no dia seguinte - você estava lá dentro e certamente não viu -, Pedro Bial fez questão que ela esclarecesse o comentário porque estava sendo mal interpretado. Eu quero saber se tudo que vocês fazem ali são atos voluntários ou se a direção do programa em algum momento interfere, orientando suas atitudes. AC - Helena foi de uma infelicidade atroz. Melhor do que ninguém, ela, que conviveu na casa, nunca poderia ter dado uma declaração tão infeliz daquela, porque ela sabe que ninguém é mandado fazer nada. Se você quiser dormir o dia todo, você dorme. Se quiser ficar plantando bananeira o dia inteiro, você planta. Agora, tem coisas que você é obrigado a fazer, como, por exemplo, a prova da comida, a escolha do líder. Essas coisas que o público, o Brasil inteiro conhece. São as únicas regras do programa. Lá, você não é obrigado a fazer nada. Você não é obrigado a tomar álcool. Você não é obrigado a ir para a festa. À festa você vai se você quiser. Teve a festa, por exemplo, do black-tie, da Leca, e eu falei para ela: pô, Leca, eu não vou porque eu não gosto dessa roupa, não me sinto bem nessa roupa. Ela disse: pô, Didi, vá, vá... Eu falei: só se eu puder ir sem roupa. Aí, eu não podia ir sem roupa. Eu só podia ir para a festa se fosse de black-tie, entendeu? Ela pediu para eu ir e terminei indo. Agora, isso, não existe. Helena foi muito infeliz nessa declaração. Você falar isso, tudo bem. Você está vendo de fora. Você não morou dentro da casa. Você não sabe o que se passa. Mas, uma menina que morou lá, sabendo de tudo o que se passa, falar uma besteira dessa, tenha paciência! CB - Qual foi o momento mais difícil para você, lá dentro? AC - Tiveram vários momentos difíceis. A prova da alimentação, quando eu tive de comer umas porcarias batidas no liquidificador, foi muito difícil. Foi chato para mim ver a Estela ir para o paredão. Ela ficou muito tensa naquela semana. Foi uma coisa que eu não gostei. Também não gostei de ter discutido, nem com a Leca, quando ela estava bêbada, nem com o André, numa madrugada lá em que rolou o problema da Cris, que a Cris saiu da casa. Tiveram situações que eu não gostei. Mas tiveram inúmeras outras que eu gostei. CB - Então, quais foram esses momentos gratificantes? AC - Eu gostei do momento em que Estela ficou. Não porque saiu a Cris, mas porque a Estela ficou, que era uma pessoa com quem eu tinha mais afinidade. CB - Você, certamente, está acompanhando o programa. O que está achando... AC - Não estou acompanhando o programa. Não tenho nem tempo de me coçar, cara. O único programa que eu assisti todo, desde que eu saí da casa, foi o que eu comentei com Luciano Huck. CB - Mas você não tem vontade de ver o que está acontecendo, especialmente, com a visão de quem já esteve lá dentro? AC - Eu não tenho a menor curiosidade. Para mim, o que ficou de Big Brother, ficou lá atrás, já é coisa do passado. Eu recebi fitas dos programas da Globo, mas não tenho a menor curiosidade de assistir em casa. CB - E você tem algum palpite de quem vai ser o grande vencedor? AC - Eu espero que seja o Kleber, mas eu sei que não vai ser. Vai ser a Vanessa. CB - Por quê? AC - É o que eu tenho colhido muito pelo Brasil. Ela passa a imagem daquela menina boazinha, aquela menina que não faz mal a ninguém, nem a uma mosca, uma menina doce, essas coisas todas. Apesar de não ter opinião nenhuma, para nada, nunca. CB - Então, ela se enquadra no perfil que você falou anteriormente, que é diferente do seu, de alguém que só fica em cima do muro. Você acha que os brasileiros vão preferir ela por causa disso? AC - Não vão preferir por causa disso. Vão preferir porque o Brasil não quer separar o casal. O brasileiro é um povo muito sentimental, muito romântico. CB - Você ficou muito decepcionado com a sua saída ou naquela semana você já esperava aquele resultado? Você tinha esperança de permanecer e ser o grande vencedor do Big Brother? AC - Eu nunca tive a ilusão de ser o grande vencedor porque eu me conheço há 33 anos e sei que meu modo de falar e de pensar agrada a alguns e não agrada a outros. E, assim, na hora de escolher, se eu chegasse à final, o público certamente ia escolher alguém que fica em cima do muro, que seja bonitinho, que seja açucarado e mimadinho, coisa que eu não sou. CB - O que surpreendeu depois que você saiu? A recepção, o assédio do público, a fama... AC - Eu gostei muito do calor humano. Eu não entendia como é que eu tinha saído com 74% dos votos e o Rio de Janeiro inteiro me ama, me adora. São Paulo também me adora. Tenho recebido convites para ir para diversos lugares do Brasil. E tem vários sites na internet que demonstram o carinho do público. Tem o site chamado "votei no Didi e me arrependi". Tem os sites "eu amo o Didi", "eu amo o Adriano Castro", tem vários. Eu não pedi para ninguém fazer site, não conheço nenhuma das pessoas que fizeram. Esse é um carinho do público para comigo. Eu também tenho o site Erro! Indicador não definido, em que coloco um pouco da minha arte. CB - E a recepção na Bahia? AC - Foi sensacional. Foi uma coisa que eu não esperava mesmo. Achava que ia ser mais ou menos como foi no Rio, as pessoas me pediram autógrafos... Mas na Bahia foi massa. Tinha muita gente, faixas, cartazes, fizeram música para mim, camisa de fã-clube. Eu nunca tinha visto essas coisas. Para mim, foi uma recepção maravilhosa e eu só tenho o que agradecer ao público de minha terra. Afinal de contas, eu tentei fazer o melhor para representar ela, no sentido de que o baiano é uma pessoa que fala a verdade mesmo, de que o baiano é um cara que não leva desaforo para casa, que é uma pessoa que não tem medo de falar a verdade, mesmo que as conseqüências sejam ruins para nós. CB - Em que a fama e o assédio dos fãs mudaram a vida do Adriano? AC - Mudou porque agora eu tenho o carinho do público, as pessoas me pedem autógrafos. Mas eu continuo sendo a mesma pessoa, o mesmo artista plástico. A diferença é que agora eu recebo mais convites para expor, meus quadros valorizaram um pouco mais também. A única diferença é essa, mas eu sou a mesma pessoa, não mudei nada, meus amigos me tratam igual, eu trato igual a eles. Não tem porque você virar uma estrela, porque essa é uma estrela cadente. É uma estrela que eu agora estou big brother, mas amanhã eu posso não estar, e, certamente, não estarei. Então, eu prefiro dar um foco maior na minha carreira de artista plástico. CB - Você tem recebido muitos convites, para participar de campanhas, posar nu... O que você já aceitou? AC - Eu recebi vários convites. Os que eu tenho aceitado rapidamente são os de exposições, que são os que eu mais me interesso. Tem também da Secretaria da Fazenda da Bahia (campanha Sua Nota é um Show de Solidariedade), que a gente está estudando. Tem várias propostas, de posar nu, sair para a política, um bocado de coisa. Essas estão totalmente descartadas. CB - Você não vai posar nu? AC - Nem sair como candidato. CB - A proposta de posar nu foi de qual revista? AC - Eu prefiro não informar nem o partido nem a revista. CB - E o cachê? AC - Era bom. CB - Foi tentador? AC - Era. Daria para eu comprar um apartamento em Salvador CB - Mesmo assim você não quis? AC - Não quis, não. Não quero. Não vou fazer. CB - Por que motivo? AC - Não tem nada a ver com minha carreira de artista plástico. Eu não sou modelo, eu não sou ator global, não vivo da minha imagem. Eu vivo da imagem dos meus trabalhos. Então, não me interessa esse negócio de posar nu. CB - Participar do Big Brother alavancou sua carreira artística? AC - Graças a Deus, meu trabalho artístico antes do Big Brother já era conhecido na Bahia e começava a ser reconhecido fora do estado. Participei do Salão Paulista de Arte Contemporânea, Prêmio Levi''s de Arte e Moda, no qual fui premiado, recebi o primeiro prêmio do Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba. Fora da Bahia, eu não só estava participando das coisas, como começava a ser premiado. Na Bahia, já ganhei três prêmios nos salões e dois na Bienal do Recôncavo. O mundo artístico da Bahia me conhece bem. Graças a Deus, eu comecei a ser premiado fora da Bahia antes do Big Brother, porque senão as pessoas iam dizer que eu só fui premiado porque eu sou big brother agora. Então não tem nada a ver. Eu trabalho com as melhores galerias de São Paulo, o maior colecionador de arte do Brasil, que é um carioca chamado Gilberto Chateaubriand, comprou três trabalhos meus antes do BBB. Antes, já tinha uma exposição agendada com Siron Franco, no Museu de Arte Contemporânea de Goiás. Minha carreira já estava em ascensão, agora eu espero que exploda ou ao menos continue do jeito que estava. CB - Quais são seus planos para o futuro? Seguir na carreira de artes plásticas ou você pretende expandir para a área de televisão, teatro, cinema? AC - Eu garanto que vou continuar artista plástico. Agora, se eventualmente surgirem convites, até da própria Globo, como rolou num site aí que eu estava sendo sondado para ser repórter do Fantástico, na Copa... Se acontecerem esses convites, eu acho legal. Um dia em que eu estava na casa, fiz uma matéria que saiu no Fantástico e o pessoal gostou. São matérias a minha cara, como a que será exibida hoje (domingo, 24) no Faustão, em que eu entrevistei até cachorro na rua. Coisas que eu ache legal, assim, eu vou. Mas ser jornalista do Jornal Nacional não tem nada a ver comigo. Prefiro ser artista plástico. ____________________________________________________________

TERÇA - 26 / MARÇO / 2002 GOIÂNIA - GO ENTREVISTA/Adriano de Castro Quero chamar atenção como artista plástico Margareth Gomes Livre do isolamento do Big Brother Brasil, o artista plástico baiano Adriano de Castro, 33 anos, aproveita a fama nacional para abrir novos mercados. Amigo há sete anos de Siron Franco, o polêmico participante do reality show da Rede Globo esteve em Goiânia ontem para acertar com o artista goiano uma exposição em conjunto que deve ser realizada por aqui em outubro. O devoto de Oxóssi (São Jorge no catolicismo) também deve apresentar seu trabalho na 4ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), programado para junho, na cidade de Goiás. Em entrevista a O POPULAR, Adriano adianta algumas pinceladas de seus projetos. Descolado, vestido de chinelos, calça jeans e camiseta, ele desmente qualquer envolvimento com Estela e afirma que, para ele, o Big Brother já passou. Você saiu do Big Brother com a fama de polêmico e manipulador. Você é assim mesmo? Polêmico assumo, manipulador não. Até porque são todos maiores e vacinados. Eu fazia minhas estratégias. Aliás, sou o único que assumo isso. Todos armam lá, mas depois pulam fora do barco. Eu não! Assumia que articulava e estava participando de um jogo. Como as pessoas estão recebendo você aqui fora? No Faustão o público reconheceu que errou quando me deu o segundo carro. Demonstra que as pessoas se arrependeram de terem me tirado. Estão dizendo que ficou sem graça. Eu botava um pouco de molho naquela casa. Qual a maior dificuldade de participar do Big Brother? Conviver. São 11 pessoas, ninguém é perfeito e todos querem sua cabeça. Uma das coisas que aprendi na casa foi conviver em grupo. Sempre fui uma pessoa muito tímida. Nunca andei de galera. Foi um grande aprendizado. Como é que ficou sua história com a Estela? Ela é casada. Durante a casa ela quis ficar comigo e eu com ela, mas não aconteceu. Fora da casa é outra história. Saí com ela para comer uma pizza, tomar sorvete, no sábado. É só amizade. Como é lidar com a fama? Ela é passageira? Não tenho ilusão nenhuma de que daqui a 15 minutos ninguém mais vai se lembrar mais do Adriano do Big Brother. Mas quero ser o centro das atenções como artista plástico. Eu estive no Big Brother, mas isso não subiu na minha cabeça. O carinho do público é enorme. Sei que estou em cima da onda. Quais os projetos a partir de agora na carreira de artes plásticas? Vou fazer uma exposição em Goiás, no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em outubro. Espero que o público goianiense vá. É com o Siron Franco, que conheci no seu ateliê na Bahia, há sete anos. É uma honra, pois ele é o maior pintor vivo brasileiro. É uma pessoa que exerce influência sobre mim, mas não sobre o meu trabalho. Siron vai desde o boteco na esquina até o jantar com o governador. Como surgiu essa parceria? Quando Siron morou lá, nossa relação se fortaleceu. A exposição já tinha sido agendada antes do Big Brother. Não estou aproveitando a fama. Por uma feliz coincidência caiu de ser junto com o Siron. Já fiz uma seleção. Mas ela vai primeiro para Salvador. Provavelmente, quando vier para Goiânia vai estar desfalcada. Vou ter de fazer novos trabalhos. Prefiro que o público veja obras inéditas. Você trabalha com reciclagem de objetos. Qual é a proposta? Sou um arqueólogo, catando lixo urbano. É uma preocupação ambiental, ecológica. Nada a ver com tampinha de garrafa de refrigerante. Cato sofá, televisão, coisas que as pessoas jogam fora. Tento dar uma nova vida. Não deixei de ser artista plástico. Paralelo a comerciais continuo a fazer o que gosto e que vai garantir no futuro minha sobrevivência. Você vai participar da 4ª edição do Fica em Goiás? Sim. É um festival mundialmente conhecido e que se preocupa com o meio ambiente. Tem tudo a ver com meu trabalho. Para terminar, quem você gostaria que vencesse o Big Brother? Queria a Estela. Dos que ficaram, gostaria que fosse o Kleber, por ser o menos antipático aos olhos do público. Graças a Deus ele vai para o paredão com a Leka que tem uma péssima imagem aqui fora. Mas não tive tempo de assistir nenhum programa. E nem quero. Para mim, o Big Brother já passou. ____________________________________________________________ 
TERÇA - 26 / MARÇO / 2002 Adriano está em Goiânia, divulgando o Festival Nacional de Cinema,e deu com exclusividade esta entrevista ao Vírgula. Com a mesma personalidade forte que cativou ou revoltou milhões de brasileiros, o baiano falou sobre o BBB, inimigos e amigos que fez lá dentro, fama, dinheiro,mulheres e os planos para o futuro. Essa não dá pra perder!!! Como está sua vida após ter saído do BBB? Eu tenho sido convidado para vários trabalhos,mas estou privilegiando os culturais, já que tem mais a ver comigo. Eu sou artista plástico, tenho que tentar crescer nessa area. E você acha que o BBB está te proporcinando esse crescimento? Acho que se não existisse o BBB, seria mais dificil para mim, mas eu já estava crescendo nessa area, tenho trabalhos meus em várias galerias importantes no Brasil todo. Então você tem os mesmos planos que antes do BBB? Tenho sim, pretendo levar minha vida como antes. Mas você não se considera famoso? Me considero sim, e isso é muito bom, mas acho que serão só 15 minutos de fama, e nada mais. Já meu trabalho é para a vida toda. E sobre o BBB? Você continua assistindo o programa aqui de fora? Não, eu não tenho a mínima vontade de ver. Você diz isso porque enjoou do programa ou das pessoas? Dos dois, tem pessoas lá dentro que eu não suportaria continuar vendo. E na decisão de hoje, quem vai vencer? Com certeza Kléber irá tirar a Leka, e digo mais, ele vencerá o Big Brother porque é o único capaz, ele é o mais em tudo. Quero muito que ele ganhe. Mas o que acha que o Kléber tem que faz com que ele seja o preferido? Não vou dizer que ele não está fingindo esse jeito dele, é claro que está fazendo esse tipo de bobo para ganhar, a sorte dele é que está colando. Mas ele tem um coração muito bom. Você acha que os participantes estão sendo verdadeiros dentro da casa? Nenhum deles esta sendo. Mas principalmente Leka, Vanessa e André são os que mais jogam e fingem ser aquilo que não são. Você acha que essa é a melhor forma de vencer? Sim, eu não venci, porque fui o único a mostrar quem eu realmente era. Mas você não jogou? Todos jogam, mas só eu assumo. E no dia que foi eliminado? O que sentiu? Não via a hora de sair para ir comer pizza, não aguentava mais aquele lugar. Depois de sair, você sentiu o peso da fama? Senti o carinho do público sim, mas as vezes é ruim quando a comida esfria no restaurante de tanto ter que tirar foto e dar autógrafo. Mas eu sempre soube lidar com isso, sempre fui artista. Você sente que o público gosta do Didi? Sim, eu vejo todos os dias o meu ibope , e sou o BB mais popular, mesmo fora da Casa.Li esses dias que a maioria dos brasileiros acha que o BBB perdeu a graça quando eu sai. Até ganhei um carro no Faustão. E as mulheres? o assédio aumentou? Muito, na quantidade e na qualidade. Mas tem alguma famosa nesse meio? Infelizmente a Debora Secco é casada. E se eu te falasse que ela não é mais? Nossa, então escreve ai que eu morreria se ficasse com ela, quem sabe ela não me procura. Mas e sua afinidade com a Estela? Não rolou? Não, nos somos parecidos, mas não agimos da mesma forma, ela é mais fria. Bem, agora pode soltar o verbo: a mídia te enche o saco? Ela fez uma imagem que não era a minha,mas as pessoas estão vendo como eu sou, e estão percebendo que ela estava errada.Mas eu não acredito em nada que me eleve muito ou acabe muito comigo, eu sou o que eu sou, e fod...piiii... Não vou conferir nada que escreveram a meu respeito. Por: Mirella Bergamo ____________________________________________________________ 
24/03/2002 A TARDE - REVISTA DA TV / SALVADOR / BA Entrevista O Big Brother da Bahia ADRIANO por José Castro Tirador de onda, bom filho, vilão, artista multimídia, performático... Não importa do que o acusam ou elogiam: o artista plástico baiano, Adriano Castro, foi alçado à condição de celebridade momentânea por conta da sua participação de quase dois meses no programa Big Brother Brasil (BBB) da Rede Globo. Castro concedeu entrevista exclusiva à Revista da TV. Bem-humorado, e, literalmente, vestindo a camisa da atração televisiva que o projetou, comentou que, mesmo com todo o frisson, está, mas não é Big Brother, reafirmando sua verdadeira vocação, as belas artes, onde ganha seu pão. Confira aqui suas impressões sobre sexo na TV, romances-xarope, panorama artístico de Salvador e outras milongas mais... RTV De volta à sua cidade natal após temporada televisiva, confinado no programa BBB, como ficou sua relação com público e amigos? Adriano - Com meus amigos está tudo igual, me tratam como o mesmo Adriano de sempre. Agora, tenho recebido o maior carinho da população. As pessoas fazem questão de vir falar comigo: eu sou agora o Adriano do Big Brother, o cara que fala a verdade, o cara que as pessoas gostariam de estar no lugar para falar as mesmas coisas que eu falei. Então, fui meio porta-voz de uma galera que é um pouco como eu, disposta. RTV - Você foi excluído do BBB e ficou com a pecha de vilão do programa. Com todos correndo trás de R$ 500 mil, há algo de sincero ali para que as pessoas lhe atribuam adjetivos como este ? Adriano - Cara, eu saí com fama de vilão porque eu fui verdadeiro do mesmo jeito que sou sempre. A pessoa que fui lá é a mesma aqui fora. Se as coisas que disse foram levadas para a vilanice, isso se desfez como num passe de mágica assim que saí da casa. Tanto que o povo brasileiro me deu um carro no Domingão do Faustão. Foi votação popular! RTV - Quantos carros você ganhou ? Adriano - Já ganhei dois e quero ganhar mais (risos). RTV - Após a exposição para todo o Brasil, é normal que se fique conhecido. As mulheres costumam ser logo assediadas para aparecer peladas em revistas. E com você, já rolou algum convite para posar em revistas de nu masculino ou alguma outra esquisitice ? Adriano - Já recebi tudo isso aí. Convite para posar pelado, que eu recusei, e convite para me filiar a partido político, recusei também. Prefiro não falar os nomes de quem me convidou. Agora, vou posar para o site da Paparazzo. Não nu, mas em umas fotos sensuais. Farei também algumas campanhas publicitárias, matérias para o Fantástico e para o Esporte Espetacular. RTV - E na sua vida de artista plástico? Aumentou a procura pelo seu trabalho? Adriano - Houve uma maior procura pelo meu trabalho artístico, conseqüentemente o preço aumentou também, aquela história da procura e da oferta... Mas eu sou o mesmo artista plástico. Tenho consciência de que estou Big Brother, não sou Big Brother, e que isso vai passar e que a minha carreira como artista plástico tem que continuar porque é disso que eu ganho meu pão. RTV - Já que estamos falando em artes plásticas, quem são os talentos da nova geração que você curte na Bahia e as influências do seu trabalho? Adriano - Os artistas plásticos baianos que eu admiro são Marepe, Iêda Oliveira, Juarez Paraíso, Adalberto Alves, gente que eu gosto do trabalho e que acho que tem um futuro brilhante pela frente. Juarez já é mestre das artes. Dos artistas de fora eu gosto muito do Nelson Lerner, Sirón Franco, Artur Bispo do Rosário, esses têm influência direta no meu trabalho. RTV - O povo quer saber: práticas sexuais consumadas acontecem por baixo daqueles edredons ? Adriano - Poderia ter, se alguém quisesse. Por exemplo, se alguém quisesse me dar e eu quisesse transar haveria esta possibilidade. Só que ninguém quis me dar. Eu quis transar com muita gente e os próprios casais que se formaram não transaram, que foram a Xaiane e o Kléber eles não fizeram sexo, pois eu perguntei aos dois , e a Vanessa e o Sérgio, que é essa xaropada que vocês vêem aí. RTV - Para finalizar, Big Brother Brasil é chorumela ou não ? Adriano - Não é não. É pau puro. Neguinho acha que é fácil estar numa casa confortável, com muita comida, não sei quê...Não tem muita comida. A casa é confortável, mas chega uma hora que você fica louco da vida querendo ir embora, mas não pode sair daquelas quatro paredes, entre o jardim e a casa. Tem uma hora que você está descobrindo as coisas, mas, uma semana depois, tudo perde a graça. ____________________________________________________________

publicado em 22 / março / 2002 Globo convida Adriano para ser repórter na Copa do Mundo A participação de Adriano no Big Brother Brasil, da Globo, já está rendendo frutos para o baiano. Ele foi convidado para ser repórter na Copa do Mundo deste ano pela emissora. ____________________________________________________________

ADRIANA RESENDE da Folha Online 22/03/2002 Para Adriano, público se arrependeu de votar nele no "Big Brother" O artista plástico Adriano baiano Luiz Ramos de Castro, 33, se orgulha de ser um homem "verdadeiro". Polêmico, ele armou intrigas, criticou amigos no programa "Big Brother Brasil", da Globo, dizendo que isso faz parte do jogo. "Posso ter todos os defeitos, mas falso é a única coisa que não sou", afirmou. Ele se disse surpreso com a popularidade e com a simpatia dos telespectadores. "Eu saí com o maior índice de rejeição, mas ao mesmo tempo o maior índice de aprovação." Ele quer aproveitar a fama, mas faz questão de dizer que já era artista plástico antes de ser um "big brother" e que não caiu de pára-quedas na profissão. O artista plástico Adriano Confira trechos da entrevista de Adriano, por telefone, à Folha Online, uma semana após sua eliminação, na véspera da disputa entre seus dois melhores amigos, Kleber e Estela. Folha Online - Como você sente a receptividade do público depois que você deixou o "Big Brother" com 74% dos votos do público? Adriano - Eu estou me sentindo... cara, eu não estou entendendo, porque o carinho que eu estou recebendo do público é tão grande, tão grande mesmo.... E eu saí com o maior índice de rejeição, mas ao mesmo tempo o maior índice de aprovação. Então não entendi. Ao mesmo tempo em que o público me tirou do programa, me deu um carro no "Faustão". Folha Online - Você acha que ganhou esse carro pela popularidade? Adriano - Sim, para mim foi um teste de popularidade com o público sim, porque, se estavam todos os ex-big brothers, cada um com um número de telefone e cada um teve dez segundos para expor sua razão por que queria ficar com o carro, então quem tivesse maior empatia com o público ganharia, né? Folha Online - Esse foi o segundo carro que você ganhou lá. Você se considera um sortudo? Adriano - É, mas o primeiro eu negociei com o Kleber. Não diria que foi sorte. Esse [do Faustão], eu também não diria que foi sorte. Foi porque o público tem empatia comigo mesmo. A verdade é essa. Eles se arrependeram de ter votado em mim. Parece prepotência, ou coisa assim, mas a verdade é essa. Folha Online - Você tem assistido o programa depois que saiu da casa? Adriano - Não consegui assistir ainda. Ontem [domingo, dia 17] eu assisti só um pedacinho, porque tive de sair, tinha um jantar marcado. Folha Online - Algumas pessoas têm falado que o programa perdeu a graça depois que você saiu? Adriano - Isso eu sei porque as pessoas vêm me dizer. Eu tenho acesso aos ibopes lá... Folha Online - Você tem recebido muitos e-mails? Adriano - Quando eu saí, o site da Globo nunca tinha recebido tanto e-mail. Então, você vê: ao mesmo tempo que eu tenho muita rejeição, eu tenho índices melhores ainda de aceitação.O carinho é a melhor coisa de tudo, né? Folha Online - Agora você tem um contrato com a Globo? Adriano - Tenho, de seis meses. Folha Online - E nesses seis meses, se for pra aparecer em alguma novela, você aceita? Adriano - É pra tudo. Mas novela, eu acho muito difícil que me chamem, e, se me chamarem, não sei se eu aceito ou não, porque eu não sou ator. Não é a minha, eu não consigo decorar uma frase. Para decorar a chamada do "Fantástico" foi difícil. Folha Online - Por falar nisso, em algum momento na casa vocês atuavam, fingiam alguma briga ou que estava acontecendo alguma coisa, como andam dizendo? Adriano - Olhe, pelos outros eu não posso falar, mas posso sentir que sim, que rolou isso lá. Eu nunca fiz isso, que eu me lembre. A única vez que eu quis fazer estardalhaço foi porque a gente não tinha a menor noção, entendeu? Lá dentro, a gente acha que é uma coisa e aqui fora é completamente diferente. Folha Online - O que você lembra de ter feito de "estardalhaço"? Adriano - Eu me lembro que eu disse que ia falar sobre o André, que ia soltar uma bomba sobre o André e depois até falei "aguardem cenas dos próximos capítulos" (risos).... Folha Online - E, na verdade? Adriano - Na verdade, eu sou sempre assim, muito explosivo, muito verdadeiro na hora. Mas não sou burro, entendeu? E eu pensei, pensei e vi que não era a melhor hora de falar sobre o André. Folha Online - E você acabou não falando. Adriano - Eu acabei não falando, mas é porque não tive tempo. Eu te garanto que se eu tivesse tido tempo, teria falado. Folha Online - O que você teria de tão apimentado para falar? Adriano - Não, não tenho nada. Na verdade, não é nada que a casa não saiba. Todo mundo da casa sabe o que está acontecendo lá, sabe da personalidade das pessoas, sabe o que cada um é. Então não adianta tentar se esconder porque a gente sabe o que cada um é. Folha Online - E na sua opinião, quem é pior lá dentro? Adriano - Ah, não existe pior lá dentro. Nem melhor. Lá dentro, vou te falar: é a maior pressão do mundo, e vocês, aqui fora, só têm noção, mas não sabem o que é. Folha Online - Que tipo de pressão? Vocês têm, por exemplo, instruções da direção para falar alguma coisa? Adriano - Isso é a maior lenda, isso é a maior história. A única vez... a gente só tinha que cumprir a tarefa da escolha do líder, prova de alimentação, essas coisas que o público sabe. Fora isso, você não faz nada, ninguém lhe manda fazer nada, se quiser dormir o dia inteiro você dorme. O que você quiser fazer, você faz. Folha Online - Que pressão você sentia, então? Adriano - A pressão era, por exemplo...Eles não dizem "Adriano, acorde", como algumas coisas que comunicavam com a gente por alto-falante. Mas já pensou se a casa inteira quisesse dormir no mesmo horário? O programa não ia ter a menor graça, né? Então eles colocavam uma música super alta e você não conseguia dormir. Eu, pelo menos, não conseguia (risos). Folha Online - Com quem você se dava melhor lá dentro? Adriano - Eu me dei bem com muita gente lá dentro. Pode até parecer que não. A galera sentiu minha falta, a Leka, o Bambam [Kleber], a Estela... A Vanessa não sei, mas eu tinha o maior respeito por ela, pelo Sérgio também. A única pessoa da casa que realmente não me identificava muito era com o André. Folha Online - Vocês tiveram alguma briga séria? Adriano - Eu tive uma discussão forte com ele naquele dia que a gente resolveu lavar roupa suja de madrugada, entre Leka, Estela e Cris. Nessa noite eu discuti com o André. Eu falei para a casa inteira, estava todo mundo reunido, que ele era os olhos e os ouvidos da Cris quando ela não estava presente. Aí ele pirou, e eu falei "olhe, meu irmão, não sou o dono da verdade, mas uma pessoa que é a melhor amiga da outra na casa, que está colada 24 horas por dia, é natural que se faça". Eu não estou criticando isso, eu faria a mesma coisa, com a minha amiga Estela, ou com meu amigo Bambam. Só que eu falei isso pra ele e ele não gostou. Folha Online - Foi este o motivo da briga? Adriano - Exatamente, a famosa briga em que ele falou "briguei com o Adriano na semana passada, já superei, mas vou votar nele". Por isso que eu falei para o Pedro Bial que era conversa mole para boi dormir. Se ele vota em mim por esse motivo e diz que superou, não está sendo coerente com o voto dele. Ele podia dizer que votava em mim por causa da briga e pronto. Ele tem todo o direito de indicar alguém. Tá tranquilo, mas o que aconteceu ali, morreu ali. Folha Online - Vocês fizeram as pazes? Adriano - Eu falei para ele. O que aconteceu ali morreu ali. A gente não tem noção do que vai ser a vida gente, só depois que sai. Não tenho nada contra o André, se é, se não é, a sexualidade dele só diz respeito a ele. Folha Online - Então por que você chegou até a fazer comentários sobre isso? Adriano - Porque na verdade ele falava da sexualidade de todo mundo também. É a mesma coisa que acontece com a Leka, fica falando que é bulímica o tempo todo e na hora que o Pedro Bial e a Marisa Orth tocam no assunto fica puta da vida? Não tem cabimento uma coisa dessas. Folha Online - E a história de você ser chamado de falso? Adriano - Olhe, na casa todos teriam o direito de me chamar de falso, ou não. Mas fora da casa, vendo meus passos 24 horas, me chamarem de falso? Eu posso ter todos os defeitos, mas falsidade é a única coisa que eu não tenho, porque justamente o me incomoda eu falo. Folha Online - Mas você disse que não ia votar na Alessandra e votou... Adriano - Porque a Leka disse que não ia votar em mim e votou. Faz parte do jogo. A única pessoa que eu falei que ia me preocupar quando saísse da casa era a Cris. As pessoas até comentavam porque eu disse que ela devia arder no fogo do inferno, então eu falei que se ela pudesse me perdoar.... Porque era uma das minhas melhores amigas antes da confusão. Se ela puder me perdoar pelas besteiras que eu falei, já morreu. Ela disse que me perdoava porque também falou de mim, então, morreu. Nosso lema era "aqui ninguém perdoa ninguém, porque não se pode errar". Eu não posso vacilar no programa, senão a galera vota em mim. Folha Online - Vocês podiam pedir alguma coisa que quisessem ter na casa? Adriano - Poder, a gente podia, agora, atender... eles não atendiam nada. Porque se fossem atender tudo que a gente pedisse, eles estavam "lenhados" (sic), porque a gente queria tudo. Folha Online - A atriz Deborah Secco era realmente a pessoa que você mais queria conhecer? Adriano - Uma das que eu mais queria, com certeza. Mas eu nunca pensei que fosse assim, aquela pressão toda, ali na frente do Brasil inteiro [Adriano foi apresentado à atriz no "Domingão do Faustão"]. Achei que ia conhecê-la nos bastidores, alguma coisa assim. Eu não fiquei assim emocionado, de coração disparado, até porque eu sei que ela é casada [Deborah Secco namora o ator Maurício Mattar]. Mas é uma sensação legal, você achar uma pessoa tão bonita, só poder ver através de foto, de novela... E ela era uma das pessoas que nos acordavam de manhã, no clipe que passava pra acordar a gente. Folha Online - Tinha um videoclipe para acordar? Adriano - Tinha, tinha um clipe. Na verdade, uma das regras era acordar. Então quando tocava a música de acordar todos tinham que acordar. O pessoal acordava, ia pra sala e depois ia responder o [game] Multishow. Aí, depois, podia fazer o quisesse, até dormir de novo. Geralmente eles acordavam a gente meia hora antes do game. A gente acordava lá pelas 11h para responder o game. Folha Online - E vocês marcaram de se encontrar depois que acabar o programa? Adriano - Eu acho que o pessoal vai se encontrar, sim. Não sei, só sei que vai ter um dia no Faustão com todo mundo junto. Folha Online - E quem você acha que vai ganhar? Você torce para quem? Adriano - Eu estou numa sinuca de bico porque as pessoas que eu mais gostava, mais me identificava... qualquer um que sair, Estela ou Bambam, vou ficar triste, e qualquer um dos dois que ganhar, vou ficar alegre. Se a Vanessa for pra final, ela ganha, é batata. Agora cabe à galera evitar isso, se eles quiserem. Jeito tem, mas vai ter que ter muita inteligência. Folha Online - Você se achava mesmo o vilão? Adriano - Não, esse é um título que não me cabe. Eu não vou ficar zangado se me chamarem de vilão, mas também não vou ficar alegre. As pessoas falam que sou viado, que eu ficava olhando pro corpo do Kleber, que eu comi não-sei-quem, que eu sou namorado da Glória Maria... mas eu vou caminhando cara, deixa pra lá

____________________________________________________________ 22/03/2002 - 18h40 Adriano faz arte com lixo; "Big Brother" o obrigou a trancar faculdade ADRIANA RESENDE da Folha Online O artista plástico Adriano, um dos mais polêmicos eliminados do "Big Brother", faz arte com lixo. Ele disse que sai à noite pelas ruas para procurar materiais para trabalhar. Por ter participado do programa, ele teve de parar seu curso de artes na universidade. Confira a seguir trechos da entrevista que o artista plástico baiano concedeu à Folha Online. Folha Online - Você acha que o carinho do público vai ajudar na carreira de artista plástico? Adriano - Ah, vai me ajudar sim, com certeza. Mas para não parecer que eu caí de pára-quedas na carreira de artista plástico, quero dizer que eu tenho sete anos de carreira, tenho diversos prêmios, já participei de vários salões no Brasil inteiro, de vernissages. Eu ganhei em outubro do ano passado o primeiro prêmio no Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, participei do Salão Paulista de Arte Contemporânea no ano 2000, ganhei o prêmio do júri popular do 1º Prêmio Levi's de Arte e Moda. Eu já tenho uma história nas artes plásticas. Principalmente na Bahia, lógico. Mas do final do ano passado para cá, eu comecei a vender legal em São Paulo, no Rio, para o Gilberto Chateaubriand, que comprou três trabalhos meus. Graças a Deus comecei a me destacar nas artes plásticas antes de ser "big brother". Porque senão, iam dizer que era só por causa do programa. E não é verdade. É que eu eu estou começando a ficar conhecido. Mas as pessoas estão falando dos meus quadros, só que eu faço mais instalações, meu trabalho é ob-arq-urb, que significa objetos da arqueologia urbana. Eu me considero um pouco de arqueólogo, catando lixo, né? Folha Online - E no seu dia-a-dia, você é uma pessoa que gosta de acordar cedo? Adriano - Eu costumo acordar cedo. Minha vida normal é uma vida agitada, eu sou hiperativo. Eu faço natação de travessia, que são duas horas treinando todo dia, vou para a faculdade, que eu tenho aula de manhã e de tarde. À noite, eu saio para catar meu lixozinho, meu trabalho de arte. Nos últimos tempos tenho produzido mais porque estou vendendo mais. Folha Online - Você está em que curso da faculdade? Adriano - Eu estudo na Escola de Belas Artes da UFBA (Universidade Federal da Bahia). Estou no último semestre, só faltam duas matérias. E eu ia me formar agora, se não fosse o "Big Brother". Folha Online - E daqui para a frente, como vai ser sua vida? Adriano - Cara, não sei de nada, não tenho idéia, sinceramente. A faculdade está trancada, vou ficar indo e voltando para gravar um monte de coisa, mas não sei de nada. Só quero que as pessoas conheçam meu trabalho, por isso que meu irmão fez um site, que é o www.adrianocastro.com.br. ____________________________________________________________ 20/03/2002 A TARDE / SALBVADR / BA FAMA INSTANTÂNEA Angela Katayama A chegada do baiano Adriano Castro, o Didi, do Big Brother Brasil, movimentou o aeroporto internacional de Salvador, no início da tarde de ontem. Fãs, amigos e familiares estavam à espera do mais novo ídolo instantâneo da televisão brasileira, que chegou acompanhado pelo colega de programa Bruno Saladini. Desde que saiu do BBB, o artista plástico tem vivido dias de estrela. Em Salvador não foi diferente. Durante toda a tarde passou por uma maratona de entrevistas e foi assediado pelos fãs na porta de sua casa. A sua carreira artística também foi impulsionada. Adriano já recebeu diversos convites para exposições em outros estados brasileiros e se queixou da falta de propostas em sua cidade. Foi convidado e aceitou fazer um ensaio fotográfico para o site Paparazzo. O grande vilão do "reality show" mostrou-se uma pessoa completamente diferente. Recebeu a todos com muito carinho, e disse que não se sente incomodado pelo assédio. O baiano tem consciência de que todo esse sucesso é passageiro, e quer aproveitar as oportunidades que estão surgindo. Durante a exibição do episódio de ontem do BBB, Adriano anunciou sua torcida pela videografista Estela, e chegou a votar, através do celular, no dançarino Kléber, o Bambam. Já esperava a eliminação da amiga, mas ficou impressionado com a diferença de votos, que chegou a superar os seus 74%. O baiano viaja amanhã para novas entrevistas e compromissos profissionais fora do Estado

____________________________________________________________ "Sou macho, mas não peguei a Glória Maria!" 19/março/2002 Michelle Giannella Os rapazes do Pânico, da Rádio Joven Pan, telefonaram para Adriano, ex BBB, na tentativa de esclarecer o romance entre ele e a apresentadora Glória Maria. 'Isso aí é conversa pra boi dormir... a Glória Maria é uma grande amiga. Ninguém pegou ninguém, se eu tivesse feito isso falaria mesmo que ela negasse. Sou macho.' - bombardeou o baiano. Os rapazes perguntaram como o boato começou e Didi continuou se explicando (ou complicando?): 'Ela mostrou o Rio de Janeiro para mim, mas não no período da madrugada... Me convidou um dia para comer pizza depois do Fantástico e eu fui. Depois deixei ela em casa e saí com uma amiga minha...' - despistou. E o Pânico continuou pressionando o rapaz, questionaram se tinha sido só isso que rolou, aí veio mais uma bombinha: 'Bom, no dia seguinte ela me convidou para ir numa festa na casa da Regina Martelli e eu também aceitei.'- respondeu sem jeito. De acordo com a versão apresentada pelo rapaz a impressão que fica é que quem está atrás do bonitão de todas as formas é Glória Maria. Será? Isso ainda vai dar muito pano pra manga...

__________________________________________________________ Didi e Bruno recebidos com festa em Salvador 19/março/2002 Os participantes do Big Brother Brasil desembarcaram, há pouco, no Aeroporto Internacional de Salvador (BA). O carioca Bruno e o baiano Adriano foram recebidos por um grande número de fãs do reality show, que confeccionaram cartazes e pediram autógrafos a eles. Logo mais à noite, Bruno participa do lançamento da edição especial da Playboy, que acontece no Café Detroit. A festa contará com as presenças das modelos Camila Capel, Débora de Oliveira e Michelline Góes, as gatas escolhidas pelos internautas brasileiros para rechearem as páginas da revista masculina do mês de março. Bruno e Didi foram unânimes na hora de escolher quem deverá ser o vencedor do programa: - Acho que deveria ser a Vanessa, pois ela é uma pessoa bastante especial - contou o empresário carioca. - Concordo com o Bruno, mas só acho ela moralista. Ela não sai de cima do muro. Acho isso um defeito - revelou o baiano. Por: Josemar Arlego Jr./ BA ____________________________________________________________ ibahia 19/03/2002 Entrevista: Adriano Castro Márcia Luz Sincero, sem papas na língua, sem cerimônias...e muito divertido. Quem gosta, adora. Quem não gosta, enche o cara de defeitos, mas ele não liga muito. Este é o escorpiano Adriano Castro, um dos eliminados do Big Brother. Polêmico que ele só, o artista baiano foi durante semanas uma das peças-chave do reality show da Rede Globo e hoje, fora da casa e de volta a Salvador, desfruta da fama que conquistou e fala em entrevista exclusiva ao ibahia sobre sua experiência e seu trabalho a partir de agora. Confira! O impossível é ficar indiferente a ele!!! Vem mais por aí... ibahia Você sempre se mostrou muito à vontade dentro da casa do Big Brother. Quais foram os seus momentos mais difíceis lá? Adriano A comida era uma dificuldade, pois não gosto de comer de tudo. Além disso, ficava muito tenso nas provas de alimentação. Também foi difícil o momento que li o jornal com a notícia de minha família. Tive bons e maus momentos. Ibahia Você repetiria a experiência? Adriano Não repetiria, não. Ibahia Chegou a pensar em pedir para sair da casa? Adriano Pensei sim, algumas vezes. Conviver com pessoas que você não conhece... Gosto muito de Salvador, a cidade que eu amo, que eu vivo. Sentia muita falta dos meus amigos e da minha família. Ibahia - Com o desenvolvimento do programa, as pessoas acabaram criando para você a imagem de alguém manipulador . Isso te incomoda? Você pensa em desfazer essa imagem? Adriano Acho que esta imagem já está sendo desfeita naturalmente. Se eu fosse manipulador, estaria na casa até hoje. Querer saber o voto das pessoas é ser manipulador? Não sei o que as pessoas pensam sobre o que é ser manipulador. Depois que eu sai, o programa perdeu 10% da audiência, enquanto que a minha saída foi pico de audiência. O público me deu um carro no Faustão e existe até um site Votei no Didi e me arrependi. Eu só falo o que eu penso. Ibahia Já está provado que em um programa como esse, uma pessoa polêmica faz crescer a audiência. Você trabalhou esse seu lado para participar do Big Brother? Adriano Sou assim. Não me trabalhei e nem fiz teatro. Não me preparei para isso. Sou assim e se isso incomoda as pessoas não posso fazer nada. Ibahia - De volta a Salvador, agora é hora de pensar no trabalho. Já tem planos? Adriano Não quero expor a imagem de gostosão, porque isso é efêmero, é um castelo de cartas. O que eu quero é convites para expor. Quero que a minha arte ajude as pessoas. Doei um quadro para o programa do Luciano Huck que será leiloado para ajudar uma entidade. Também tenho exposições no Museu de Arte Contemporânea de Niterói e de Goiânia e quero expor agora no Museu de Arte Moderna da Bahia. O Brasil inteiro me quer, já surgiram vários convites para expor, só não aqui em Salvador. Sou um artista que tenho sete anos de carreira, já ganhei diversos prêmios e mostrei meu trabalho em eventos como o Salão de Arte de Piracicaba e Bienal do Recôncavo. Todos os artistas do meio me conhecem e agora é a vez do público ver o meu trabalho. Na segunda parte da sua entrevista ao iBahia, o artista plástico Adriano Castro, ex-integrante do Big Brother Brasil, revela que não houve sexo na casa, mas os 'edredons foram quentes'. Dos companheiros do programa, ele diz que não tem a mínima condição de se reencontrar com André. Saiba porque! Posar nú, ele diz que não, mas vai rolar sim um ensaio muito sensual no Paparazzo. iRado - Adriano, em primeiro lugar, gostaria de saber se você já viu as fitas gravadas dos dias em que participou do Big Brother Brasil ou se assistiu o programa ao vivo na saída de Estela. O que achou? Adriano - Assisti ao vivo pela primeira vez. Fiquei muito triste com o que aconteceu com Estela. Mas quanto às fitas dos programas passados, não vi e nem quero ver, não tô nem a fim de ficar vendo o que as pessoas falaram pelas costas. iRado - Mas esse comportamento seu significa algum tipo de arrependimento em ter participado do programa? Adriano - De jeito nenhum, não me arrependo mesmo. Participar do programa foi ótimo, eu agora sou uma pessoa que tenho contatos, que saio com grandes atrizes e atores que eu não tinha contato antes do Big Brother, vou poder fazer coisas como comprar um apartamento, pois até hoje eu morava com meus pais, ao mesmo tempo tenho a consciência que todo essa fama é coisa passageira, que vai acabar um dia, então eu tenho que aproveitar! iRado - Por falar em aproveitar, você vai posar no site Paparazzo. Pensa também em aceitar outros convites e posar nú, por exemplo? Adriano - Eu vou posar no site Paparazzo porque são fotos sensuais, bonitas, sem esse negócio de mostrar o bam-ram-bam-bam. Além disso, eles têm cuidado em escolher locações bacanas. Não sei quando vou fazer as fotos, na verdade, no que dependesse deles, eu já teria feito esse ensaio no dia seguinte mesmo, mas foram muitos compromissos, Faustão, Globo Esporte, e não deu. Agora que voltei fiz o primeiro contato, e já que estou na Bahia vou tentar fazer esse ensaio em Itacaré. Agora, posar pelado eu já tive até convite, mas não aceitei e nem vou aceitar. iRado - Um dos boatos que as pessoas comentam nas ruas é que você sentiu uma atração por Helena - e por isso teria votado nela algumas vezes - mas que sua paixão foi Estela. O que tem de verdade e de mentira nisso? Adriano - Esse negócio com Helena foi uma história que ela mesma inventou tão logo saiu da casa. Foi ela quem disse que eu era a fim dela, que eu queria ficar com ela, mas o Brasil inteiro me conhece e sabe que se eu tivesse sentindo isso em algum momento, teria falado. O Brasil sabe que eu não tenho papas na língua, como não tive quando fiquei com vontade de dar uns beijos na Estela. Fui lá e disse a ela isso, o Brasil todo viu. Eu não teria porque esconder nada. iRado - Você uma vez disse que destruíria André em cinco minutos. Estava se referindo ao Candomblé? Acha que é correto usar a religião por vingança? Adriano - Não, eu não estava me referindo ao candomblé em momento nenhum. O que eu disse foi que destruíria André em cinco minutos de argumentos, de conversa, porque ele não é uma pessoa inteligente, é despreparado, não tem retórica nenhuma. Em momento algum usaria a minha religião para destruir ninguém. Mas com as palavras, a história é outra. iRado - Como você definiria, em poucas palavras, cada uma das pessoas com quem conviveu? Adriano - Eu gosto de quase todo mundo com quem eu convivi todos aqueles dias, quase todas são pessoas que eu quero encontrar quando acabar o turbilhão para conversar e comer uma pizza. Quero rever Estela, Leka, Sérgio, Vanessa, Cris, até a Xaiane... Acho que só mesmo o André eu não vou ver, não tem a menor condição da gente se reencontrar um dia. iRado - O que aconteceu na casa e que as câmeras não mostraram? Embaixo dos edredons, por exemplo, rolou algo que o público não viu? Adriano - Com certeza, embaixo dos ededrons muita coisa aconteceu, só posso te dizer que os ededrons foram quentes (rindo muito). Mas se o que você quer saber é se houve sexo, eu te digo que não, nem do Kleber com a Xaiane, nem do Sérgio com a Vanessa, não houve sexo na casa. iRado - Existiu algum tipo de limites? Adriano - De assuntos não, mas tinham coisas proíbidas, como por exemplo usar relógio, ter acesso a qualquer meio de informação, nada de televisão ou internet. A gente tinha que falar tudo, pois não havia nem papel nem caneta, já uma forma de forçar uma interação, obrigar a gente a falar tudo mesmo. iRado - E quem você acha que vai levar o prêmio e por quê? Adriano - Acho que se Vanessa ficar até a final, ela ganha. Falo isso pelo que eu ouvi o povo falar nas ruas, pelo que fiquei sondando, principalmente no Rio e em São Paulo, onde ela é muito querida. Mas digo uma coisa: depois que eu saí da casa, muita gente se arrependeu. Foi criada, por exemplo, a AVA, que vem a ser a associação das viúvas de Adriano, tem o fã clube Amo Didi, além do site votei no Didi e me arrependi. Acho que tem muita gente aí achando que eu deveria mesmo ter ganhado. iRado - O que você aprendeu com essa experiência? Você pode dizer que é uma pessoa um pouco diferente depois do Big Brother? Adriano - Eu aprendi a conviver com pessoas estranhas, a lidar com gente, a viver em grupo, a comer porcarias que antes eu não comeria, mas não sou diferente do que entrei. De forma nenhuma eu sou outra pessoa, eu sou o mesmo Adriano, artista plástico, tenho os mesmos amigos, frequento a mesma faculdade, continuo falando o que quero. A diferença única é que agora sou que nem Roberto Carlos, tenho um milhão de amigos!!! iRado - E como as pessoas que ainda não são suas amigas podem fazer parte desse time? Adriano - Eu queria que as pessoas conhecessem meu trabalho como artista plástico, elas podem visitar meu site que é o www.adrianocastro.com.br, e podem deixar uma mensagem lá, se quiserem! 
____________________________________________________________ A TARDE / ZIGNOW 19/03/2002 O baiano Adriano Castro, um dos participantes do Big Brother Brasil, chegou a Salvador no dia 19 de março e deu entrevista exclusiva para a equipe ZiGNOW, depois de assistir, pela primeira vez, ao programa. Triste com a eliminação de Estela, o artista plástico que, desde que saiu da casa, passou de vilão a galã, falou sobre o interesse pela videografista, e o mal-entendido com Helena. Confira entrevista. P - Você já assistiu aos episódios do programa? R - Não. Assisti hoje pela primeira vez. Fiquei impressionado com a votação. Estela teve 85% dos votos. Até ontem eu tinha sido o mais votado, com 74%, para ser eliminado do programa. P - E o pessoal daqui de fora não andou dizendo que Estela era meio falsa? R- Andou. Mas está todo mundo perdoado, porque lá dentro do programa é muita pressão. Eu falei mal de muita gente, muita gente falou mal de mim. Eu sei o que é estar lá dentro. É outro mundo. P - Mas depois que você saiu ela andou dizendo que provavelmente fosse votada porque as pessoas ligavam o nome dela ao seu. Você acha que você tem uma parte de culpa por ela ter recebido 85% dos votos? R - Não deixa de ser verdade que as pessoas relacionavam ela a mim, mas eu não tenho nada a ver com a votação. Ali a popularidade é dela, é problema dela, eu não tenho nada a ver com isso. P - Quem merece ganhar? R - Kléber, mas não vai ganhar. Vai ser o próximo a ser eliminado. Mãe Didi está dizendo isso (risos). Agora, se a Vanessa ficar na final ela ganha. Até porque ela tem uma tramóia com o Sérgio de dividirem o prêmio. Ela falou isso ao vivo lá para o Bial. Isso é ridículo. P - Antes de você entrar na casa você disse que sabia que sua maior dificuldade seria com a alimentação. Você teve mesmo essa dificuldade lá dentro? R - Perdi seis quilos. Eu sou muito chato para comer. A comida vem pouca para que a gente brigue por ela, para criar mesmo focos de discussões. As pessoas que me conhecem sabem que estou muito magro. Não sei nem como é que vou posar para o Paparazzo, só com osso. Eu achei até engraçado quando eu recebi o convite. Parecia até piada. O Paparazzo me convidando. Eu dizia: "Chama o Maurício Mattar, sei lá, um gostosão aí, não eu". P - E sobre a batida de pizza com sorvete, que você teve que beber durante o programa? R - Beber pizza com sorvete de chocolate e molho de tomate é horrível. Foi uma das piores experiências que passei na casa. Mas, ao mesmo tempo, foi uma experiência enriquecedora, porque foi uma barreira que eu quebrei comigo mesmo. Eu podia dizer: "Piiiiii (imitando o som utilizado para o corte dos palavrões na exibição do episódio do BBB) vocês aí, e que se dane a comida da casa, eu não vou comer". Mas eu quis mostrar para mim e para a casa que conseguiria. Muito mais para mim do que para a casa. Agora eu sei que, querendo, eu como qualquer coisa. P - Até comida baiana? R - Até comida baiana. Eu realmente tenho um problema com comida baiana, apesar de ser soteropolitano da gema. Eu sou baiano mesmo, mas eu não tenho culpa se o meu estômago não agüenta azeite de dendê. Eu também não gosto, não vou mentir. Tenho direito de não gostar. Eu gosto de acarajé, mas como muito pouco porque me faz mal mesmo o azeite. Agora, se tiver que comer, eu como, hoje em dia. Mas se, por exemplo, eu estou na minha casa, tem comida baiana e tem outra comida, eu prefiro comer outra comida. P - Depois que foi eliminado, você fez amizade com os ex-Big Brothers? R - Eu só vi todos os que saíram duas vezes. Uma foi para fazer a matéria para o Esporte Espetacular. P - A que você precisou abraçar a Cristiana? R - Coisa que muito me deu prazer porque era uma das minhas melhores amigas da casa. Antes de começar a gravação pedi desculpas a ela, por todas as besteiras que falei dela durante o programa. Ela entendeu. Ela, melhor do ninguém, sabe que é muita pressão dentro da casa. A gente acaba falando muita besteira, então ela me perdoou, e eu a perdoei. Estamos tranqüilos, graças a Deus. Não tenho mágoa de ninguém naquele programa. O que ficou, ficou pra lá. Para mim foi enterrado quando eu bati aquela porta e vim para o outro lado. Agora eu só estou colhendo os frutos da minha passagem pelo BBB. Estou super satisfeito de ter participado do programa. Eu, que sempre fui uma pessoa pacata, o pacato cidadão, que não gosta de badalação, que não gosta de sair daqui, e que ainda acho, até hoje, que o melhor lugar da cidade é a minha casa. Sou super caseiro. Mas eu sabia que participando do programa ia alavancar a minha carreira artística como tem acontecido. Esse era o meu objetivo. Infelizmente, dentro do programa só tive uma oportunidade para expressar o meu dom artístico. P - Todo o trabalho que você fez na casa ficou lá? R - Ficou. Mas o material eles tiram logo. Eles te dão tudo o que você precisa para produzir, mas depois eles tomam tudo. Até o lápis. É tudo contado. O Boninho ainda falou assim um dia: Quando veio o material, estava faltando uma caneta. Quem for pego escrevendo com essa caneta, está automaticamente fora do programa. P - Assim que você chegou em Salvador você disse que queria fazer uma exposição no MAM. Você já tem obras prontas? R - Tenho obras para dez exposições. Eu tenho mais de dez exposições agora para fazer, e cada uma vai ser com trabalhos diferentes. Não que eu precise produzir tudo agora para estas exposições. Eu sou um artista que produz muito, então, graças a Deus, se eu tiver dez exposições diferentes para fazer, eu tenho trabalhos suficientes para mandar para todas as dez. E pode ser exposição de escultura, pintura, gravura ou até de instalações. P - E já tem data para exposição em Salvador? R - Não tenho nada marcado. O que eu acho engraçado é que o Brasil inteiro, inteiro e eu não estou de brincadeira, me convida para fazer exposições. Vou fazer exposições em Goiânia, Niterói, e até nas melhores galerias de São Paulo. Só a minha terra que não me dá convite para eu expor. Então eu tenho que me humilhar na televisão. Digo humilhar porque eu acho um absurdo isso mesmo, chegar na televisão e dizer: "Pelo amor de Deus, vocês da minha terra, me dêem uma oportunidade para expor". Eu acho isso o fim da picada. Não acho graça nenhuma nisso. Não falei ali brincando, não estou de brincadeira não. Falei ali com indignação. Porque, não é tirando onda não, o Brasil inteiro está curioso para ver meu trabalho. Só a Bahia não está? O que eu não posso é construir um museu para colocar meu trabalho lá dentro, entendeu? Se não pintar convites eu não vou colocar meu trabalho no meio da rua. Então, estou esperando convites. Se surgir, ótimo, se não surgir, os baianos, vão ficar privados de ver meu trabalho. E eu não fico nem um pouco feliz com isso. P - Recebeu outras propostas além do ensaio fotográfico para o Paparazzo e as exposições? R - Várias. Recebi proposta para posar nu, para entrar em partido político, desfilar, até as mais desvairadas possíveis. Decentes e indecentes. P - Ator você não vai ser, não é? R - Ator não dá. Encontrei até o Vladmir Brichta hoje no aeroporto do Rio, e ele veio me dizer que torceu por mim, que gosta muito de mim. Eu também torço por ele, que é um baiano que está lá na globo, arrebentando, e quero que ele tenha cada vez mais sucesso. Já tem o Vladmir lá, não precisa mais de Adriano lá não. Já tem um bom baiano lá. P - Você, que disse ser uma pessoa reservada, não está incomodado com o assédio dos fãs? R - Pelo contrário, é um prazer. Eu tinha consciência de que isso ia acontecer. Acabou a minha participação no programa e agora eu estou recebendo o carinho das pessoas. P - Mas você sabe que esse sucesso é passageiro, não é? R - Ah... tenho total consciência. Total. Sei que essa maré vai passar e que eu não vou ser Big Brother o resto de minha vida. Eu sou artista plástico, eu estou, ou estive Big Brother. P - Os maiores prêmios que você ganhou foram os carros. E os dois foram com muita dificuldade? R - Eu não achei não. Achei penoso só o primeiro, o segundo foi a maior satisfação da minha vida. Ver que o público, que achava que eu era uma coisa, viu na verdade quem é o Didi, viu o quanto Didi faz falta para a casa, viu que eu era, na verdade, a pessoa, não vou dizer o líder nem a peça fundamental, que eu acho isso ridículo, mas era uma pessoa que botava fogo no circo, entendeu? E a galera, tanto da casa quanto a de fora, gostava disso. Existem até sites Votei no Didi e me arrependi, Eu amo Didi, Eu amo Adriano Castro. Fiquei muito feliz com a resposta do público. P - O que de melhor e pior você tirou do BBB? R - O melhor foi ter participado. É uma experiência enriquecedora na vida de qualquer um. Você vive cada dia como se fosse um ano. A pessoa com quem você briga de manhã, de noite está fazendo conchavo para derrubar uma terceira. Então você vive muitas emoções em um dia só. Isso é muito bacana. O pior para mim foi a discussão com André. Não gostei também da justificativa dele quando me indicou. Me indicar faz parte do programa. Eu seria idiota se estivesse zangado porque ele me indicou. Não sou imbecil. Eu falei para ele logo na lata, que é do meu estilo: "Você tem todo o direito de votar em mim, mas essa conversa mole para boi dormir eu não acredito. Você pode chegar para mim e dizer que eu vou votar no Didi porque briguei com ele na semana passado, ponto. Agora, eu votei no Didi porque eu briguei com ele na semana passada mas isso já foi superado, é ridículo. Ninguém acredita nisso". P - Você não quer que o André ganhe, não é? R - Claro que eu não quero que ele ganhe. Por este motivo e por vários outros. Ele é uma das pessoas com quem eu menos me identifiquei dentro da casa, então eu não posso querer que uma das pessoas que eu menos me identifiquei ganhe. P - E sobre Helena? Ela tinha dito que o ódio que você sentia por ela era tesão enrustido e você confirmou assim que saiu da casa. R - Confirmei. Mas tudo tem um contexto. Eu tinha acabado de sair da casa, estava zonzíssimo com tudo o que estava acontecendo, o carinho do público me recebendo, dezenas de jornalistas fazendo perguntas. Quando me perguntaram isso, eu respondi sim. Depois eu conversei com ela, lá no dia do Esporte Espetacular. Ela veio dizendo que precisava falar comigo. Disse que deu várias declarações na imprensa. Eu falei: "Eu vi, eu vi infelizes declarações". Ela falou: "Eu devo te confessar que falei aquilo para me vingar pelas besteiras que você falou de mim dentro da casa". Eu podia também dizer que ela era apaixonada por mim, que ela era a fim de mim, e ficar criando polêmica e essa coisa toda. Como ela me disse que falou aquilo ali só para se vingar, então para mim já está respondido. Era mentira mesmo, era isso o que eu queria ouvir e é isso o que eu tenho para dizer. Não rolou clima nenhum com Helena. Acho ela uma mulher linda, acho mesmo, de coração, acho ela muito bonita, muito gostosa, mas há um abismo entre eu achar isso e querer ficar com ela. Tanto que a pessoa que eu mais me identifiquei na casa, e disse que gostaria de ter alguma coisa, segundo a opinião geral, era uma das mais feias, e eu fui até criticado porque disse que queria ter ficado com a Estela. Mas aí é que tá. Beleza para mim não é tudo. A cabeça de Estela pensa muito como a minha. Helena é muito gostosinha, muito bonitinha, mas ela é uma Barbie plastificada. Uma menina que é muito bonitinha mais que as idéias não batem com a minha. Então, para ficar com uma Barbie eu prefiro comprar uma no supermercado. ____________________________________________________________
15 / MARÇO / 2002 

15 / MARÇO / 2002 O ex-big brother Adriano saiu da casa do "Big Brother Brasil" direto para meu divã. Não perderia essa oportunidade de entrevistar esse baiano arretado. Ele contou tudo para mim. Foram 43 dias que Adriano passou trancado na casa e revelou que sabe todas as estratégias e ainda que debaixo do edredon não aconteceu sexo, mas o clima esquentou.
Do que mais sentiu falta no "BBB": Senti falta de trabalhar, de me expressar como artista. Só me deram um único dia e eu trabalhei 18 horas sem parar. O que guardou de lembrança: Do ponto de vista material, trouxe camisetas, Cd e uma bola de futebol. Mas o que mais queria ter trazido, e não trouxe, era o meu roupão. Achei que não me deixariam levá-lo e, ao sair, fiquei sabendo que poderia trazê-lo. Do ponto de vista emocional, foi uma experiência enriquecedora e única. Nós éramos anônimos e, hoje, o Brasil inteiro nos conhece. O amuleto levado pra se proteger:
Meu patuá benzido pela minha mãe-de-santo Salomé, que só eu posso tocá-lo. Sou filho de Oxossi, que no sincretismo é São Jorge. Sou muito parecido com ele, um guerreiro, que gosta das matas, da natureza. Às quintas-feiras, sempre procuro vestir alguma roupa verde, que é a cor dele. Livro que levou: Levei dois, mas a produção só deixou que eu levasse apenas uma para dentro da casa. Optei pelo Arte e não arte, uma biografia de Nelson Lerner, um artista plástico brasileiro com o qual me identifico muito. Devorei o volume. O que faltou na geladeira da casa:
Chocolate e sorvete. E fora dela, muito leite em pó, Nescau e Sucrilhos. Não teve cereal um dia sequer e o leite em pó e o Nescau eram pouquíssimo. Eu comi mal na casa, perdi seis quilos em 43 dias. O que não pode faltar na sua geladeira: Açaí e carne branca. Fora, leite em pó. Prato preferido: Pizza. O que faz para cuidar do corpo: Faço natação de longos percursos. Nado até 15 quilômetros. Levou alguma lembrança do mundo exterior para a casa: Queria ter levado os meus discos, os meus livros mas não deixaram. Com quem passaria 65 dias trancado numa casa: Com a Deborah Secco, sou apaixonado por ela. Eu tenho falado tanto sobre o meu fascínio por ela que daqui a pouco o Maurício Mattar, que é fortão, vai querer bater em mim. Mas, se ela fosse solteira, eu passaria 600 anos trancado numa casa, se assim ela quisesse. Qual foi o momento, na casa, em que você teve mais ódio e teve que controlá-lo: Ódio eu nunca senti. É um sentimento muito pesado. Agora, eu não gostei muito de o André ter dito, após a minha saída, que eu tenho uma energia negativa. Eu sou do bem, estou no candomblé há um ano e meio, eu nunca fiz e nunca farei - nenhum despacho contra ninguém. Se ele falou isso, ele foi infeliz nessa declaração. Quando eu peguei os cabelos dos nove participantes, na noite do salão de cabeleireiro do Sergio, todos me autorizaram a colher as mechas. Recebeu alguma cantada no programa:
Recebi. E posso afirmar que houve situações bem quentes sob os edredons, sem ter tido sexo. Qual a cantada mais criativa que já recebeu: Mulher sempre é mais quieta, não me lembro de nenhuma. Mas agora que sou, ou melhor, que estou BBB, porque sei que esta fama não vai ser eterna, as coisas já mudaram. Hoje mesmo uma mulher me deu um beijo na boca. Já recebeu cantada de homem: Já, mas não no BBB. No meu meio sim, sou artista plástico, convivo com muitos homossexuais... Mas eu adoro mulher, é o meu prato preferido. Depois da casa, qual o lugar escolhido por você para descansar: Assim que der, vou para Itacaré, no sul da Bahia, ficar numa rede, com uma gatinha do lado e surfando. Tem namorada: Eu não tenho namorado há dez anos. Sou muito galinha, aí nunca dá muito certo manter um relacionamento sério até porque eu não escondo o meu jeito de ser. ____________________________________________________________ 22 / JANEIRO / 2002 CORREIO DA BAHIA Artes Plásticas / O valor estético do que a cidade despreza Justino Marinho e César Romero Adriano Castro alcança reconhecimento com trabalhos que exploram a arqueologia urbana O ano 2001 trouxe excelentes resultados para o artista plástico Adriano Castro. Ele recebeu o 1º prêmio no XXXIII Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, foi um dos artistas selecionados para o IX Salão Paulista de Arte Contemporânea e um dos ganhadores do Prêmio Levis (prêmio concedido pelo júri popular). O Prêmio Levis teve abrangência nacional e centenas de inscritos. Além de tudo isso, conseguiu incorporar trabalhos de sua autoria ao acervo de galerias importantes de São Paulo, como a Millenium e a Brito Cimino. O celecionador Gilberto Chateaubriand também se encantou com as obras de Adriano e adquiriu três delas para sua coleção. Para este ano, o artista já está com a agenda cheia de compromissos. Tem exposições marcadas no Rio de Janeiro (Galeria da Fundação Calouste Gulbenkian), em São Paulo (Espaço Cultural Virgílio e Galeria Brito Cimino), em Salvador (Espaço de Cultura e Memória dos Correios) e em Goiânia (Museu de Arte Contemporânea de Goiás). Tudo isso, sem falar nas possíveis mostras coletivas que deverá participar, sobretudo, salões e outros eventos do gênero. Certamente que os prêmios recebidos ano passado não foram os pioneiros na vida de Adriano Castro. A sua primeira premiação aconteceu quanto tinha apenas 8 anos de idade e era aluno da Escola Pequenópolis. Depois de adulto, já estudante da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, foi premiado em algumas edições dos Salões Regionais de Artes Plásticas e recebeu menção honrosa na 4ª edição da Bienal do Recôncavo. Ainda surpreso com os bons resultados obtidos por seu trabalho, Adriano desabafa: "As coisas estão acontecendo legais, uma atrás da outra, mas aqui em Salvador, por incrível que pareça, ainda me sinto um peixe fora d''água. Mesmo reconhecido pela crítica, as galerias não trabalham comigo. Em São Paulo, já consigo vender bem. Prefiro ganhar minha vida lá fora". Adriano se orgulha de ter conseguido despertar interesse por sua obra na capital paulista, por seus próprios méritos e, é claro, graças a olhos mais apurados. Costuma dizer: "Cheguei na maior cara de pau e mostrei minha obra e logo na primeira galeria, que foi a Brito Cimino, consegui um contrato de exclusividade". O trabalho de Adriano Castro não está classificado em nenhum conceito já formado. Ele é, segundo o próprio artista, resultado da arqueologia urbana. "Fico catando coisas interessantes no lixo das ruas", esclarece. "Mesmo as pinturas são resultado dessa arqueologia. As que foram expostas em Piracicaba e me deram o prêmio foram feitas sobre cartazes que encontrei no lixo". Na verdade, as pinturas sobre plotagem, os objetos e instalações que Adriano realiza são resultado da sua própria vivência e, naturalmente, das suas andanças pelo mundo. Antes de entrar para a Escola de Belas Artes, morou na Europa e após ter iniciado o curso, trancou matrícula e foi para o sul do país, retornando em seguida e se entregando de corpo e alma às artes plásticas. Sobre a escola, Adriano tem um sentimento positivo, sobretudo, pelas boas informações e, as boas amizades que conseguiu por lá. Adriano resume o sucesso de suas obras da seguinte forma: "Meu trabalho tem agradado por ter o aspecto de ser único. Você nunca vai ver outro igual". ____________________________________________________________
23 / OUTUBRO / 2001 CORREIO DA BAHIA Artes Plásticas * O ARTISTA plástico Adriano Castro foi o grande premiado no 33º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba (SP). Com 1.197 obras inscritas de mais de 700 artistas de todo o Brasil, o salão acontece até 25 de novembro, na Pinacoteca Municipal. Adriano Castro recebeu o primeiro prêmio (Prefeitura Municipal) com pinturas sobre plotagem em grandes dimensões (250cm x 150cm), intituladas Amor só de mãe, Sai de mim coisa ruim e Diaba Loura. Após ser premiado nos salões regionais e na bienal do recôncavo, Adriano participou, no ano passado, do Salão Paulista de Arte Contemporânea e do Prêmio Nacional de Arte e Moda da Lewis do Brasil, onde recebeu o prêmio do júri popular.
____________________________________________________________ 23/MARÇO/2000 PORTAL TERRA CIDADE VIRTUAL - SALVADOR ADRIANO CASTRO leva para o prestigiado Salão Paulista seu trabalho conceitual com objetos. Nos últimos anos, poucos artistas da Bahia conseguiram participar do evento, que tem júri rígido e recebe inscrições de quase todos os estados brasileiros. Abriu, ontem, no Espaço Concorde - Estação Júlio Prestes - o Salão Paulista de Artes Plásticas - um dos mais importantes do país. Nos últimos anos, poucos artistas da Bahia conseguiram participar do evento, que tem júri rígido e recebe inscrições de quase todos os estados brasileiros. Hoje, pode se dizer que os salões brasileiros mais importantes são os do Museu de Arte Moderna da Bahia e o Paulista, que, na edição 2000, tem a participação do baiano Adriano Castro - artista da geração 90. FOLHA - Você continua trabalhando com objetos? ADRIANO CASTRO - Sim, sempre gostei desta coisa de casar restos e transformá-los. Meu trabalho com objetos tem um conceito que eu criei, que se chama: "OB - ARQ - URB" (Objetos da Arqueologia Urbana). Isso é o que, mais ou menos, eu faço. Participei de alguns salões no ano passado e fiz até uma torre com restos de piso de madeira (tacos) de uma reforma da sala de pintura da EBA, com 3 metros de altura, que se encontra no Centro Cultural de Feira de Santana. Teve a mostra da Acbeu, na qual coloquei um objeto/instalação que foi pouco compreendido pelo público. O tragicômico é que, no livro de assinaturas da galeria, recebi algumas ofensas do tipo, "Que lixo e este?". Lixo para mim é arte - meu material de trabalho. Um conceito amadurecido com anos de trabalho e pesquisa. F - E sua participação em exposições? AC - No ano passado, participei de todos os cinco salões regionais de artes plásticas da Bahia. Ganhei duas menções e um prêmio (Salão de Valença). Fiz também a coletiva na Acbeu e, pela primeira vez, participei do Festival Nacional de Vídeo em Cinco Minutos. Este ano quero ter a oportunidade de trabalhar muito mais. Sou um workaholic. F - É o seu primeiro vídeo, fale um pouco sobre ele? Você virou videomaker? AC - Não, sou um artista plástico que fez um videoarte, só isso. Este vídeo levou dois anos e dez meses para ficar pronto. Foi um parto difícil, mas consegui. O vídeo é todo em preto e branco e sépia. Não tem diálogos, apenas som ambiente misturado com música. Pode ser entendido em qualquer lugar do mundo. De fácil assimilação, mas de difícil digestão. O tema é a morte ou como lidamos com ela. Foi filmado todo no cemitério de Baixa de Quintas - é a minha visão da vida. É também uma pequena homenagem a um grade amigo que morreu no ano passado. F - O que significa a participação no IX Salão Paulista de Arte Contemporânea? AC - Acima de tudo é uma grande vitrine. São Paulo é onde tem realmente um mercado de arte contemporânea, que gosta de consumir. E toda e qualquer forma de expor seu trabalho neste grande mercado é válida, principalmente nos salões oficiais e grandes galerias, atingindo um público maior. F - Quais os planos para o futuro? AC - Além do Salão Paulista, fui convidado para participar da inauguração da Galeria Sobrado Cultural, no Rio de Janeiro, onde vou colocar algumas monotipias. No mais, é ter paz no coração, saúde e continuar trabalhando.
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