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Gente, uma vez o Bial falou que o Adriano foi punk, nem imagino isso, mas olha só a banda de rock que ele tinha!Haha. Será que ele vai gostar dos cara tarem aproveitando a "fama" dele?Um obrigado especial pra Gisele!

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O site oficial dos cara.

Sejamos breves como as boas canções de três minutos. O Via Sacra foi formado em Salvador no inverno de 1986 por André Luiz Ramos (guitarra), Marcos Bau (voz), Marcos Rodrigues (baixo) e Adriano Castro (bateria). Essa formação permaneceu inalterada durante os primeiros cinco anos da banda.

Inicialmente apenas mais uma no cenário underground de Salvador, onde muitas bandas punks se revezavam nos minúsculos palcos, o Via Sacra logo se destacou por algumas características peculiares: as suas letras eram mais próximas de uma poesia existencialista do que do discurso panfletário vigente; além disso, musicalmente, inovaram bastante com introdução de acordes dissonantes e invertidos no Hardcore.

Quanto ao Hardcore é suficiente dizer que o Via Sacra escreveu o primeiro clássico do gênero em terras baianas: "A Ordem", um esporro sonoro velocíssimo que influenciou o surgimento de várias bandas.

A banda viajou para outras cidades e estados, abriu o lendário show do Cólera no Teatro Vila Velha em Salvador, foi notícia em diversos fanzines pelo mundo, inclusive no californiano FlipSide que lhe concedeu as duas páginas centrais da sua edição 50. O som, um Garage Rock desesperado, ganhou fãs por todo o país
A maior parte do registro sonoro desta época está nas diversas demotapes (estúdio e ao vivo), que a banda lançou. Apenas um registro em vinil; a música "Conflito", na coletânea Ronda Alternativa (Devil Discos, 1988 - São Paulo).

A revista Bizz (depois Showbizz) de julho de 1990 a saudou como a única possibilidade, naquele momento, para o rock baiano depois da banda Camisa de Vênus. Mas o Via Sacra existia apenas pela diversão e quando a cena de Salvador foi tomada pelo monopólio da axé music, os seus membros resolveram dar um tempo, encerrando essa fase num show em setembro de 1991 no antigo espaço Mata Hari, no bairro do Rio Vermelho.

Passado um hiato de cinco anos a banda retorna em 1996 com uma nova formação e um som mais pesado: entra Lúcio Oliveira (guitarra) e sai Adriano, que tinha ido para Portugal; André passa a bateria. A banda passa a tocar de forma esporádica, em pequenos festivais. Em 2001 gravam, de forma independente, o cd O Peso dos Anos, que ainda não tem lançamento previsto.